“É este o poder da solidariedade europeia”. Marta Temido e Comissária para a Saúde destacam colaboração na vacinação europeia

A ministra da saúde portuguesa e a comissária grega defenderam que os países europeus mantenham a colaboração nas várias frentes da gestão da pandemia, incluindo na aquisição de mais doses dos fármacos, na definição de medidas de restrição à circulação entre Estados-membros e na partilha de experiências e desafios nos processos de vacinação de cada país.

António Cotrim / Lusa

Marta Temido sublinhou a importância da colaboração entre os Estados-membros no processo de vacinação e no combate à pandemia de Covid-19, opinião secundada pela Comissária Europeia para a Saúde, Stella Kyriakides. As declarações foram proferidas no final da reunião que juntou os ministros da saúde dos vários Estados-membros da UE.

Marta Temido destacou a discussão relevante que resultou da reunião, em que os responsáveis governamentais pela área da saúde em cada país do bloco europeu expuseram os seus “pontos de vista sobre os vários processos de vacinação”.

A ministra portuguesa referiu ainda que há uma “vontade de todos os Estados-membros de contribuírem para o aumento da capacidade de produção de vacinas e de contribuírem para um reforço da negociação conjunta de aquisição de mais doses de vacinas nas mesmas condições já negociadas”.

Por sua vez, a Comissária encarregue por esta pasta destacou “o poder da solidariedade e colaboração” que permitiu o “feito incrível” de iniciar a vacinação. “É este o poder da solidariedade europeia”, defendeu Stella Kyriakides.

Os países europeus foram ainda incentivados pela comissária grega a “reportarem ao Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) pelo menos duas vezes por semana” a evolução dos processos de distribuição e vacinação da população nos seus territórios, de forma a que a Comissão possa “coordenar os esforços conhecendo os desafios” e oferecer apoio onde tal seja possível.

Questionadas sobre possíveis negociações paralelas de alguns países europeus com outras nações fora do bloco, tanto a ministra portuguesa, como a comissária grega afirmaram estar confiantes no cumprimento por parte dos Estados-membros da estratégia comunitária de vacinação.

“Encorajamos os países membros a evitarem negociações paralelas, pois isso minaria a eficácia da nossa estratégia. Estamos muito confiantes na conformidade de todos os Estados-membros”, explicou a comissária.

Quanto ao caso português, Marta Temido adiantou que as doses extra da vacina desenvolvida pela Pfizer que deverão ficar disponíveis para Portugal só deverão chegar depois do primeiro trimestre deste ano, garantindo que “a task-force designada pelo Governo está a trabalhar na necessidade de escalar a vacinação.”

“A reunião também foi importante para partilhar experiências de vacinação”, sublinhou a ministra portuguesa.

Quanto a um possível fecho de fronteiras, a preocupação com as novas variantes descobertas, que foram detetadas em países extracomunitários mas circulam já pelo espaço da UE, a ministra da saúde reforçou que quais medidas nesta área deverão ser “tomadas em conjunto, até porque medidas individuais não serão as que melhor protegem todos”, argumenta.

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