Easyjet considera que testes não devem ser obrigatórios para países sem restrições

O presidente executivo da companhia aérea britânica de baixo custo defende que o Governo de Boris Johnson deve aliviar as regras, apontando que realizar testes Covid custa mais do que as passagens aéreas da Easyjet.

O CEO da companhia aérea Easyjet, Johan Lundgren, criticou os planos do governo de Boris Johnson relativamente à testagem obrigatória para todos os passageiros. Em declarações à “BBC Radio”, Lundgren mostrou-se desapontado com o plano de abertura do primeiro-ministro, que obriga os passageiros a apresentar dois testes negativos para as viagens, mesmo para os destinos de baixo risco.

De acordo com o CEO da companhia aérea britânica, não será necessário para os turistas cumprirem quarentena quando chegam ao Reino Unido dos países da lista ‘verde’, mas os testes realizados antes e após a viagem podem ter um custo de 200 libras (234,63 euros), um valor que muitos potenciais passageiros não conseguirão pagar.

“Não abriríamos as viagens internacionais para todos, apenas para aqueles que conseguem pagar”, disse Johan Lundgren à “BBC Radio”, declarando que os testes apresentam um custo muito elevado no retorno do turismo. Para o executivo da Easyjet, os custos dos dois testes obrigatórios excedem os preços dos bilhetes regulares.

No passado domingo, o governo de Johnson apresentou um plano baseado no risco de transmissão dos países para reiniciar as viagens para o exterior. O risco está avaliado em três níveis de cor, ‘verde’, ‘âmbar’ e ‘vermelho’, e avaliam o risco de transmissão e também o processo de vacinação. Boris Johnson mostrou “esperança” que as viagens não essenciais internacionais se iniciem a 17 de maio, data em que as viagens entre o Reino Unido e Portugal devem retomar.

Johan Lundgren apontou que o sistema de semáforos proposto pelo governo de Boris Johnson faz sentido, mas que não faz sentido pedir aos passageiros dois testes PCR negativos quando se tratam de viagens para os países classificados com o nível ‘verde’. “Isso não faz sentido, porque pode aumentar os custos e as complexidades”, disse no programa de rádio.

À “BBC”, Lundgren apontou que a Easyjet está em conversas com o governo sobre as questões da reabertura ao turismo, tendo considerado que o anúncio do primeiro-ministro foi vago relativamente à retoma e às regras que devem ser seguidas.

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