Economia da zona euro cresce ao ritmo mais rápido desde 2006 à boleia dos serviços

O sector dos serviços da zona euro parece estar finalmente a recuperar o passo em relação à indústria, onde as restrições pandémicas tiveram um impacto menor na atividade económica, apontam os dados do índice de gestores de compras.

As leituras de julho do índice de gestores de compras (PMI) apontam para uma manutenção da forte recuperação económica europeia no início do terceiro trimestre, com a zona euro a registar um valor de 60,2 neste indicador. De acordo com os dados revelados esta quarta-feira pela IHS Markit, a economia da moeda única cresce ao ritmo mais rápido desde 2006, ainda que o valor final do PMI tenha sido revisto em baixa em relação à estimativa inicial de 60,6.

Analisando as principais economias do bloco europeu, a Alemanha atingiu o valor mais elevado de sempre, com 62,4, enquanto Itália registou um máximo do último ano, com 58,6. Em sentido inverso, Espanha verificou o valor mais baixo dos últimos dois meses, com 61,2, e França ficou-se pelos 56,6, um mínimo de três meses.

Esta expansão da economia europeia deve-se sobretudo à prestação dos serviços, que vão recuperando o ritmo perdido com a pandemia à boleia das campanhas de vacinação no Velho Continente, que têm permitido uma reabertura na maioria do sector terciário. Esta recuperação está espelhada na evolução do indicador relativo a este segmento da economia, que também atingiu máximos de 2006 ao registar 59,8. Em junho, o valor havia sido de 58,3.

“O sector dos serviços europeu está a voltar à vida. O relaxamento das restrições pandémicas e o progresso na vacinação dão um impulso à procura em diversos segmentos, mas especialmente no turismo, viagens e alojamento”, destaca Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit, que acrescenta que “não é só o sector de consumo que está a florescer, também os fornecedores de serviços financeiros têm registado um salto no crescimento, dadas as perspetivas económicas”.

O sector dos serviços começa assim a seguir a tendência que se verificava já na indústria, onde a atividade económica foi menos influenciada pelas restrições impostas pela Covid-19. Estes dados são acompanhados de um aumento nas encomendas ao sector produtivo europeu, o que também causa algumas disrupções que poderão traduzir-se num aumento de preços no bloco económico.

Ainda assim, o relatório da IHS Markit destaca que o aumento nos custos de produção foi mais pequeno do que no mês anterior, o que sinaliza uma estabilização das pressões inflacionárias na economia da zona euro.

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