Economia portuguesa caiu 16,3% no segundo trimestre

A economia nacional sofreu as consequências provocadas pela pandemia do coronavírus entre os meses de abril e junho. Na comparação em cadeia o PIB português teve uma quebra de 13,9%.

A economia portuguesa registou uma quebra de 16,3% em termos homólogos no segundo trimestre do ano após uma redução de 2,3% no trimestre anterior, de acordo com a segunda estimativa rápida das contas trimestrais do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado esta sexta-feira, 14 de agosto.

Esta nova estimativa do INE indica uma revisão em baixa do Produto Interno Bruto (PIB) português de 0,1% pontos percentuais, face ao publicado no final do mês de julho.

“Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo (-11,9 pontos percentuais) da procura
interna para a variação homóloga do PIB, consideravelmente mais acentuado que o observado no trimestre anterior
(-1,2 pontos percentuais), refletindo a expressiva contração do Consumo Privado e do Investimento”, indica o INE em comunicado.

Em relação ao primeiro trimestre o PIB diminuiu 13,9% (variação em cadeia de -3,8% no trimestre anterior). Um resultado que também se explica pelo contributo negativo (10,7 pontos percentuais) da procura interna para a variação em cadeia do PIB, verificando-se também um maior contributo negativo por parte da procura externa líquida (-3,2 pontos percentuais).

Por outro lado, os dados de hoje reveem em alta (0,2 pontos percentuais) as taxas de variação apresentadas no final do mês passado devido à integração de informação primária adicional, nomeadamente sobre o comércio internacional de bens e serviços em junho.

No segundo trimestre, a procura externa líquida registou um contributo negativo de 4,4 p.p. para a variação homóloga do PIB (-1,1 p.p. no primeiro trimestre), verificando-se uma diminuição em volume mais intensa das exportações de bens e serviços (-39,6%) que das importações de bens e serviços (-29,7%).

Já o contributo da procura externa líquida também foi mais negativo passando dos -1.6 p.p. para os -3,2 p.p., tendo as exportações totais em volume registado uma variação em cadeia negativa de 36,2%, face a uma taxa negativa de 7,3% no trimestre anterior, com as importações totais a descerem 28,0%, com uma taxa negativa de 3,7% no primeiro trimestre.

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