Efanor fica com 92,3% da Sonae Capital e 86,2% da Sonae Indústria após as OPA

A Efanor informou à Euronext que quer proceder à aquisição potestativa das ações que não foram adquirida nas OPA e que se as condições para isso não acontecerem, “pretende promover a perda de qualidade de sociedade aberta”. Se nenhuma das situação se verificar as serão excluídas de negociação do mercado regulamentado. Para já, a Sonae Capital sai do PSI 20 a 30 de outubro.

A Efanor, a holding da familia Azevedo, aumentou a participação na Sonae Capital para 92,3% e na Sonae Indústria para 86,2%, segundo os resultados das Ofertas Públicas de Aquisição, informou a Euronext Lisbon esta quarta-feira.

Em ambos os casos, a Efanor informou a Euronext que quer proceder à aquisição potestativa das ações que não foram adquirida nas OPA e que se as condições para isso não acontecerem, “pretende promover a perda de qualidade de sociedade aberta”.

“Caso nenhuma destas situações se verifique, as ações serão excluídas de negociação do mercado regulamentado”, adiantou a Euronext. Em comunicado separado, a Euronext informou que, na sequência dos resultados da OPA, a Sonae Capital será excluída do índice PSI 20 a partir de 30 outubro.

A holding da família Azevedo ofereceu a 31 de julho 1,14 euros por ação no caso da Sonae Indústria e de 0,70 euros por ação na oferta sobre a Sonae Capital. No caso da Sonae Capital, a contrapartida foi aumentada, a 21 de outubro, em 10% para 0,77 euros por ação.

Nas duas ofertas, o sucesso das duas operações estava condicionado à aquisição de 90% do capital de e mais de 90% dos direitos de voto.

No caso da Sonae Capital, a Efanor adquiriu um total de 62,34 milhões de ações para aumentar a participação de 67,357% para 92,3%, mas a Euronext informou que “não foram adquiridas as ações necessárias para atingir os 90% dos direitos de votos abrangidos na Oferta”.  A holding comprou 5, 47 milhões de ações para aumentar a participação de 74,17% para 86,223%.

A Efanor é detida em partes iguais de 25,1% pelos três filhos de Belmiro Azevedo, (Claúdia, Paulo e Nuno Duarte) com a os restantes 20% dividos em partes iguais entre a viúva do empresário, Maria Margarida de Azevedo e a Fundação Belmiro Azevedo.

A holding detém uma participação de 52,90% no Grupo Sonae.

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