El Mundo: A ‘nova Ibiza’ de Portugal atrai o interesse dos investidores internacionais

O investimento da mulher mais rica de Espanha, herdeira do império Zara, na Comporta atraiu o interesse de um dos principais jornais do país vizinho por esta região.

A península de Tróia e a Comporta regressam às páginas da imprensa internacional devido ao interesse que está a gerar junto dos investidores imobiliários.

Agora é o jornal El Mundo que apresenta aos leitores espanhóis a ‘nova Ibiza’ em Portugal, conforme foi apelidada pelo Wall Street Journal, destacando que os designers franceses Christian Louboutin e Philippe Starck que passam férias nesta região.

“Desde há séculos que a herdade da Comporta tem sido um dos segredos mais bem guardados de Portugal. Apesar dos locais e da elite do jet set saberem da existência das suas fantásticas praias virgens, o público mundial não tinha ideia que o paraíso se encontrava na costa lusa, banhado pelo estuário do rio Sado e o Atlântico”, escreve o El Mundo.

O artigo passa em revista o colapso do GES/BES e o consequente processo de venda da herdade da Comporta, até ao investimento de 158 milhões de euros realizados pela Vanguard.

“A possibilidade de desenvolver as praias da Comporta provocou uma competição intensa pela propriedade, com numerosos compradores internacionais interessados na aquisição das terras”, segundo o El Mundo.

A região já atraiu mesmo o interesse de Sandra Ortega, a mulher mais rica de Espanha – herdeira de Amancio Ortega, fundador da Zara – que está a construir um resort de luxo que inclui um hotel e uma aldeia que deverá abrir ao público em 2024, conforme avançou o Expresso.

Nos comentários dos leitores do El Mundo à notícia muitos demonstraram receios com o eventual crescimento desordenado das estâncias turísticas que estrague, precisamente, as qualidades que agora são tão apreciadas, como a natureza em bruto ou a ausência de turismo massificado.

“Conheço a zona. É preciosa e merece a pena porque não está massificada. Quando for massificada, então será como Ibiza e vai perder todo o seu encanto”, escreveu um dos leitores.

“É uma pena. Essa zona é um paraíso natural e não deveria ser urbanizada”, pode se ler noutro comentário.

“É uma pena que permitam a sua exploração. A grandeza da natureza que existe nessa zona não vi em mais nenhuma praia da Europa”, destacou outro leitor.

Um agente imobiliário destaca que a região tem outras vantagens face ao Algarve e a Espanha. “Aqui encontras 50 quilómetros de praias virgens. Parece que é Ibiza há 40 anos. No interior também existem atrativos para estrangeiros: aldeias pitorescas, rústicas e genuínas onde o custo de vida continua a ser muito barato para quem vem do Reino Unido ou o centro da Europa”, segundo Vítor Paiva da imobiliária Engel & Völkers, citado pelo El Mundo.

Este responsável destaca que a construção na zona vai ser feita de forma ordenada, ao contrário do que aconteceu nos anos 60 e anos 90. “Aqui o desenvolvimento imobiliário está a ser realizado com legislação que protege a costa. Por lei está proibido construir a menos de um quilómetro da água, pelo que o elemento mais icónico, as praias virgens, vão se manter”, garante Vítor Paiva.

 

 

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