Eleições na Índia: uma batalha online entre 500 milhões de eleitores

Há quatro anos, só 155 milhões de indianos tinham um smartphone. O número cresceu para cerca de 500 milhões, segundo a empresa de análise de mercado Counterpoint Research.

Soe Zeya Tun/Reuters

A Índia tem perto de 900 milhões de eleitores e estima-se que 500 milhões tenham acesso à Internet. No país há 300 milhões de utilizadores do Facebook e 200 milhões que usam o serviço de mensagens WhatsApp.

“As redes sociais e análise de dados vão ser os principais atores nas próximas eleições [a serem realizadas entre abril e maio] na Índia. A sua utilização não tem precedentes, porque ambos os partidos usam atualmente as redes sociais”, disse Usha M. Rodrigues, professora de Comunicação na Universidade Deakin em Melbourne, na Austrália, que tem feito investigação centrada nas redes sociais e política indiana, citada pela agência Reuters.

Nestas eleições serão eleitos 543 deputados da Câmara Baixa (Lok Sabha). É daí que sairá o novo primeiro-ministro indiano. Para evitar polémicas, o Facebook afirmou ontem que já está a alagar a sua rede verificação de factos antes das eleições gerais. Este é o mercado onde a rede criada por Mark Zuckerber tem mais utilizadores. Assim, a rede social adicionou novos parceiros, incluindo o India Today Group.

Já o WhatsApp limitou a 20 o número de mensagens que um utilizador pode retransmitir de uma vez só, mas para a Índia esse limite foi fixado em apenas cinco. No entanto, há uma preocupação crescente de que alguns elementos das campanhas consigam usar sistemas automáticos para difundir informações e fake news no WhatsApp.

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