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Elétricas em Espanha querem adiar fecho da central nuclear de Almaraz, próxima de Portugal

Próxima dos distritos de Castelo Branco e Portalegre, a central nuclear de Almaraz tem o seu fecho previsto para novembro de 2027. Elétricas em Espanha e proprietárias da central querem o adiamento deste encerramento: “É fundamental que o nuclear recupere competitividade”, destaca responsável máximo da Iberdrola.
15 Outubro 2025, 09h23

A central nuclear de Almaraz, próxima dos distritos de Castelo Branco e Portalegre, poderá ver adiado o seu desmantelamento previsto a partir de novembro de 2027, na sequência de um movimento que parte do sector elétrico espanhol, nomeadamente das três elétricas proprietárias da central: Iberdrola, Endesa e Naturgy, de acordo com notícia avançada pelo “Cinco Dias” esta quarta-feira.

No final de maio, cerca de 70 associações e partidos políticos portugueses e espanhóis tinham lançado um manifesto pelo encerramento no prazo previsto da central nuclear de Almaraz, em Espanha, acompanhado de um plano de emprego para os municípios afetados pelo fecho.

O Governo espanhol aprovou em 22 de abril o início do processo de encerramento de Almaraz a partir de 2027, num contexto em que tem aumentado a pressão para que o funcionamento da central nuclear seja prolongado.

Em março as principais empresas energéticas de Espanha, proprietárias da infraestrutura, pediram uma reavaliação do calendário de encerramento de Almaraz, enquanto o Partido Popular (PP, de direita) inscreveu no Congresso dos Deputados um projeto de lei para prolongar a vida útil das centrais nucleares em Espanha.

Iberdrola, Endesa e Naturgy planeiam agora um pedido formal de ampliação da vida útil da central nuclear de Almaraz, de acordo com fontes citadas pelo “Cinco Dias”.

Esta pretensão é reforçada por Mario Ruiz-Tagle, presidente da Iberdrola, em entrevista ao jornal “Expansión”. Este responsável destacou que as três elétricas já mostraram ao Governo espanhol toda a disponibilidade para uma revisão técnica do calendário nuclear mas destaca que “é fundamental que a energia nuclear recupere as suas condições de competitividade ao nível do custo de energia nuclear francesa que tem muito menos impostos que a nossa”.

“A nossa vontade é clara: estamos preparados para operar a longo prazo, como ocorre noutros países europeus e nos EUA, onde operam centrais nucleares similares às nossas a 80 anos, sempre que se garanta a viabilidade económica e a estabilidade regulatória”, realça este responsável.


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