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Venezuela: PS pede salvaguarda dos portugueses e apela às Nações Unidas

José Luís Carneiro apelou às Nações Unidas e autoridades internacionais para que salvaguardem o direito internacional na Venezuela, manifestando apoio ao Governo nas diligências que defendam a comunidade portuguesa.
Carneiro Governo
Cristina Bernardo
3 Janeiro 2026, 10h17

O líder do PS, José Luís Carneiro, apelou às Nações Unidas e autoridades internacionais para que salvaguardem o direito internacional na Venezuela, manifestando apoio ao Governo nas diligências que defendam a comunidade portuguesa e a cooperação europeia para travar o conflito. “Quero manifestar, em primeiro lugar, a minha total solidariedade à comunidade portuguesa na Venezuela, que certamente está a viver momentos de grande apreensão quanto ao seu futuro imediato, à salvaguarda das pessoas, à salvaguarda dos seus bens”, disse José Luís Carneiro, em declarações à agência Lusa.

O líder do PS – que enquanto secretário de Estado da Comunidades esteve próximo dos portugueses a viverem na Venezuela, deixou um “apelo às Nações Unidas e às autoridades internacionais” para que garantam a proteção de direitos fundamentais e a salvaguarda do direito internacional naquele país “porque é inaceitável qualquer intervenção feita à margem do direito internacional”.

“Aquilo que transmiti ao senhor ministro [dos Negócios Estrangeiros] é que conta com o PS para apoiar todas as diligências que sejam necessárias para garantir a salvaguarda e a defesa da comunidade portuguesa, para garantir a defesa do direito internacional e a cooperação com os parceiros europeus para estancar o conflito”, referiu, dando conta que já tinha sido contactado pelo Governo. Carneiro deixou ainda uma palavra de apoio e de solidariedade aos serviços consulares e diplomáticos portugueses num momento “de grande incerteza e de grande inquietude”.

Por outro lado, “a embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas”, lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes”, nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, “reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.

Por outro lado, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou estar a acompanhar a situação na Venezuela, através de contactos diretos com a comunidade madeirense naquele país, e apelou à calma e tranquilidade.

Numa nota de imprensa, o chefe do executivo madeirense adianta que “logo pelas oito horas fez questão de procurar saber, ‘in loco’, o que se estava a passar na Venezuela, manifestando preocupação com os acontecimentos naquele país e, sobretudo, com a comunidade madeirense”. O governante adianta que também falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

“O presidente do Governo Regional apela à calma e tranquilidade, sublinhando que a Região e Portugal estão a acompanhar a par e passo tudo o que se passa”, lê-se no documento.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, depois do Brasil, integrando muitos milhares de madeirenses.

 


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