Empresário José Guilherme confirma buscas e nega dívidas ao Montepio e Finibanco Angola

“Todas as minhas responsabilidades para com os bancos estão ou definitivamente cumpridas e encerradas ou em situação regular de cumprimento”, defende o empresário da Amadora.

O empresário José da Conceição Guilherme confirmou que as autoridades portuguesas fizeram buscas à sua casa e às suas empresas na Amadora, mas negou ter subscrito unidades de participação na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) ou participado em qualquer aumento de capital da instituição bancária, de acordo com um comunicado consultado pelo Jornal Económico (JE).

O construtor civil reage, assim, às investigações da Polícia Judiciária (PJ) sobre créditos do Montepio, entre os quais um financiamento que envolveu este empresário da Amadora e o seu filho, que se tornou célebre pela oferta de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado, apontada como “liberalidade” em troca de conselhos e de contactos.

Na mesma nota, José Guilherme esclarece também que não subscreveu nem detém participações do BNI Europa. “Contratei ao longo da minha vida com diversos bancos, incluindo com a CEMG e o Finibanco Angola, diversas operações de financiamento dos meus negócios e empresas, e garanti pessoalmente operações de financiamento de terceiros, estando todas as minhas responsabilidades para com os bancos ou definitivamente cumpridas e encerradas ou em situação regular de cumprimento”, defende.

O Montepio, o BNI Europa, o empresário José Guilherme e o filho (Paulo Guilherme), o antigo presidente da Associação Mutualista Montepio Geral Tomás Correia e esta associação estão entre os principais alvos da investigação da justiça que esta quinta-feira desencadeou buscas a bancos, empresas e clientes daquelas instituições para investigar crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

À semelhança de Paulo Guilherme, José Guilherme disse que não teve oportunidade de acompanhar as diligências realizadas anteontem por se encontrar em Angola.

Filho de empresário José Guilherme nega dívida ao Finibanco Angola

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