Empresas florestais defendem que sejam os contribuintes a pagar a limpeza de terrenos privados

Os proprietários dizem que não têm dinheiro para pagar os terrenos e defendem que o financiamento deve vir dos impostos.

Os proprietários dizem que não têm dinheiro para limpar os seus terrenos florestais, no âmbito do programa de prevenção dos incêndios.

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) defende que o dinheiro dos contribuintes deve ser usado para limpar os terrenos privados.´

“Se isto é uma questão de proteção civil, terá toda a sociedade civil de encontrar uma maneira de ajudar a financiar essas limpezas. Enquanto isso não acontecer, o proprietário não ganha dinheiro, por si só, com a floresta, para andar a limpar todos os anos”, defendeu o presidente da ANEFA Pedro Serra Ramos em entrevista à rádio TSF.

O dirigente aponta que não é preciso aumentar a carga fiscal bastando usar parte das receitas do Impostos sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) na limpeza das florestas privadas.

“O problema é que nós temos um imposto que é o Fundo Florestal Permanente, que é taxado sobre os combustíveis, que teoricamente deveria servia para ajudar esse tipo de situações e na realidade está a ser gasto com outras questões que deviam fazer parte do orçamento geral do Estado e não fazem. Se calhar teremos de passar esse dinheiro para um apoio aos proprietários que têm faixas a limpar, para os ajudar a fazê-lo todos os anos”, defende o presidente da ANEFA.

Recomendadas

Os cinco problemas da economia angolana aos olhos do FMI

O Fundo Monetário Internacional aprovou a segunda tranche de financiamento para Angola no valor de 248,15 milhões de dólares, mas identificou cinco desafios que as autoridades angolanas devem fazer de tudo para ultrapassar, entre os quais a diversificação económica.

Governo estima atribuir 156 mil novas pensões este ano

Os dados foram avançados por Mário Centeno na Comissão do Trabalho e da Segurança Social, em resposta a críticas dos deputados sobre atrasos na atribuição de pensões.

“Sem fundo de garantia de depósitos comum, união bancária é insuficiente”, afirma economista-chefe do FMI

Gita Ginopath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, disse que o “próximo passo” para o reforço da união bancária passa pela construção do fundo de garantia de depósitos comum, elemento fundamental para o futuro da União Económica e Monetária. E, para a união dos mercados de capitais, defendeu a construção de “instituição central para instituições não financeiras”.
Comentários