Empresas florestais defendem que sejam os contribuintes a pagar a limpeza de terrenos privados

Os proprietários dizem que não têm dinheiro para pagar os terrenos e defendem que o financiamento deve vir dos impostos.

Os proprietários dizem que não têm dinheiro para limpar os seus terrenos florestais, no âmbito do programa de prevenção dos incêndios.

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) defende que o dinheiro dos contribuintes deve ser usado para limpar os terrenos privados.´

“Se isto é uma questão de proteção civil, terá toda a sociedade civil de encontrar uma maneira de ajudar a financiar essas limpezas. Enquanto isso não acontecer, o proprietário não ganha dinheiro, por si só, com a floresta, para andar a limpar todos os anos”, defendeu o presidente da ANEFA Pedro Serra Ramos em entrevista à rádio TSF.

O dirigente aponta que não é preciso aumentar a carga fiscal bastando usar parte das receitas do Impostos sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) na limpeza das florestas privadas.

“O problema é que nós temos um imposto que é o Fundo Florestal Permanente, que é taxado sobre os combustíveis, que teoricamente deveria servia para ajudar esse tipo de situações e na realidade está a ser gasto com outras questões que deviam fazer parte do orçamento geral do Estado e não fazem. Se calhar teremos de passar esse dinheiro para um apoio aos proprietários que têm faixas a limpar, para os ajudar a fazê-lo todos os anos”, defende o presidente da ANEFA.

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“Tenho sobre essa matéria uma posição muito pessoal, ao longo da minha vida política e também agora no exercício da presidência, que é o entender que família de Presidente não é Presidente. E portanto nisso peco por excesso, no sentido de entender que deve haver uma visão, sobretudo num órgão unipessoal como é o Presidente, mas tem marcado a minha vida, que é de não confundir as duas realidades”, referiu. o Presidente da República.
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