Endividamento da economia volta a aumentar e chega aos 751 mil milhões em fevereiro (com áudio)

O endividamento do sector público aumentou, bem como o do sector privado, onde se destaca o acréscimo no endividamento das empresas nacionais. Por outro lado, as administrações públicas registaram um resultado bem diferente do verificado há um ano no que toca ao seu financiamento.

O endividamento do sector não-financeiro nacional voltou a crescer em fevereiro, atingindo os 751,4 mil milhões de euros. Destes, 345,6 mil milhões de euros respeitavam ao sector público e 405,8 mil milhões de euros ao sector privado, como detalha a publicação do Banco de Portugal (BdP) desta quinta-feira. Já o o financiamento das administrações públicas foi de 2,6 mil milhões de euros nestes dois primeiros meses do ano.

Este resultado relativo ao endividamento do sector não-financeiro representa um aumento de 5,4 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, explicado pela subida de 4,1 mil milhões de euros do endividamento do sector público e de 1,3 mil milhões de euros do sector privado.

Analisando com maior detalhe, o aumento do endividamento público deveu-se, sobretudo, ao acréscimo de 2,4 mil milhões de euros do endividamento face ao sector financeiro e também ao exterior, que subiu 2,0 mil milhões de euros. Estes aumentos foram, ainda assim, compensados parcialmente pela queda no endividamento face às próprias administrações públicas e às empresas, de 0,2 mil milhões e 0,1 mil milhões de euros, respetivamente.

No lado do sector privado, verifica-se um aumento de 1,2 mil milhões de euros no endividamento das empresas, refletindo uma subida de 0,8 mil milhões de euros no endividamento face ao sector financeiro e de 0,3 mil milhões face ao exterior.

No que toca ao financiamento das administrações públicas, os 2,6 mil milhões de euros verificados comparam com os -0,4 mil milhões registados há um ano, um resultado fruto do financiamento junto do exterior em 2,6 mil milhões de euros e junto de outros residentes em 0,5 mil milhões de euros. Este foi ainda parcialmente compensado pelo ocorrido junto de bancos residentes, que contabilizou -0,4 mil milhões de euros.

Ler mais

Recomendadas

PremiumFFMS sinaliza lições da Grande Recessão para a saída da crise

Apesar das diferenças óbvias, existem semelhanças preocupantes entre as crises de 2008 a 2013 e a da Covid-19. Desde logo, o risco de aumento de empresas zombie preocupa Carlos Carreira, coordenador do estudo sobre a Grande Recessão.

Sonae IM investiu 200 milhões de euros em cinco anos em mais de 40 tecnológicas, revela presidente executivo

“Vimos que havia uma oportunidade interessante, uma área de crescimento forte” em empresas de tecnologia, onde se inclui “o benefício que traria aos negócios da Sonae na altura”, conta o presidente executivo, Eduardo Piedade.

PremiumDéfice revisto em alta enquanto dívida diminui ainda mais

Bruxelas espera défice superior face há três meses, mas dívida beneficiará do diferencial taxas de juro-crescimento.
Comentários