Espanha mais perto de não ter de libertar água no rio Tejo para Portugal

O país vizinho está cada vez mais próximo de alcançar as condições para declarar o regime de exceção e não ter de cumprir os caudais mínimos no Tejo, isto é, não tem de libertar água para Portugal.

A 1 de dezembro vai chegar a confirmação, mas Espanha está prestes a reunir as condições para não cumprir caudais no rio Tejo devido à situação de seca que afeta os dois países.

Segundo o Jornal de Notícias, o país vizinho está mais perto de ver declarada a condição de exceção prevista na convenção de Albufeira, por os níveis de precipitação verificados até agora estarem abaixo dos níveis previstos.

Desta forma, Espanha fica liberta para não cumprir os caudais mínimos semanais na bacia do Tejo.

Nas duas últimas semanas de outubro, Espanha já não cumpriu os caudais no rio Tejo, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O ministro do Ambiente negou no início do mês que exista um problema. “O rio Tejo não tem falta de água, ponto”.

Mas, entretanto, João Matos Fernandes já anunciou que quer reunir-se com o Governo espanhol de forma a renegociar os valores de descarga conforme acordados na Convenção de Albufeira.

Recentemente, Matos Fernandes anunciou que no verão de 2020 vai estar concluído o estudo prévio para uma nova barragem no lado português do rio Tejo.

Segundo o ministro, esta albufeira vai dar um contributo para reduzir a escassez do caudal pelo incumprimento das autoridades espanholas.

Tejo: Matos Fernandes promete estudo sobre barragem para o verão de 2020

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“Se tivermos o estudo em junho, vamos ter de o discutir publicamente, mas quero acreditar que no outro OE [Orçamento de estado para 2021] já há verbas para o projeto”, garante o ministro do Ambiente.
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