Estados Unidos acusam Apple de recusar desbloquear telefones de “assassinos e traficantes”

“Nós estamos sempre a ajudar a Apple”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Twitter. A denúncia surge um dia depois de o procurador-geral William P. Barr ter criticado a empresa por não ser útil numa investigação de um tiroteio em Pensacola, na Flórida.

O presidente dos Estados Unidos da América disse esta terça-feira à noite que a tecnológica norte-americana Apple se recusou a desbloquear telefones utilizados por criminosos. A denúncia surge um dia depois de o procurador-geral William P. Barr ter criticado a empresa por não ser útil numa investigação de um tiroteio em Pensacola, na Flórida.

“Estamos sempre a ajudar a Apple no comércio e em tantas outras questões, e eles recusam-se a desbloquear telefones usados por assassinos, traficantes de drogas e outros elementos criminosos violentos”, acusou Donald Trump através do Twitter.

No mesmo tweet, o presidente norte-americano afirma que a gigante de Tim Cook terá de agir e “ajudar o nosso grande país agora”. “Make America Great Again”, concluiu Donald Trump nessa mesma publicação online.

Na segunda-feira, William P. Barr referiu que o caso de Pensacola “ilustra perfeitamente por que é fundamental que o público possa ter acesso a provas digitais”, após lamentar que a Apple não tenha dado ao sistema de justiça “assistência real”. Mais tarde, a multinacional negou veementemente as críticas e garantiu que estava a trabalhar com o FBI desde o dia do tiroteio, que aconteceu no mês passado.

As ações da Apple encerraram a sessão desta terça-feira, na Bolsa de Nova Iorque, com uma queda de 1,35%, para 312,68 dólares.

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