Estados Unidos e China arriscam-se a perder mais de 50 mil milhões de euros em exportações

Se os dois países continuarem a guerra comercial e avançarem com a imposição de tarifas de 25% a todos os produtos chineses e norte-americanos os cofres de Pequim e Washington vão sofrer as consequências, alertam especialistas do instituto económico alemão Ifo.

Guerra Comercial EUA-China

Washington e Pequim mantêm um impasse comercial há vários meses. O prazo das negociações sino-americanas termina já na próxima sexta-feira e, caso esta ‘guerra’ continue, as consequências para as vendas de bens das duas potências serão penosas, de acordo com os cálculos do instituto de investigação económica Ifo.

Se os Estados Unidos da América (EUA) aplicarem as suas taxas aduaneiras de 25% em todos os produtos chineses a China poderá perder até 171,3 mil milhões de euros em exportações para o país americano, enquanto este último virá as suas exportações recuarem 51 mil milhões de euros se o país asiático avançar com as mesmas tarifas para os seus produtos.

Os investigadores Gabriel Felbermayr e Marina Steininger consideram que, com a imposição destas tarifas, a China perde “absolutamente” muito mais do que os Estados Unidos. Segundo as estimativas do Ifo, o atual défice comercial dos EUA com a Europa tornar-se-ia ainda maior e aumentariam também os conflitos transatlânticos.

“Se o objetivo do presidente Trump é usar a política comercial para aumentar a distância económica com a China, uma escalada na guerra tarifária ajudaria. Mas, como em todas as guerras, essa estratégia tem altos custos”, explicam os autores do estudo para a rede EconPol Europe.

Na prática, o PIB norte-americano iria cair 9,5 mil milhões de euros e o PIB chinês teria um tombo de 30,4 mil milhões de euros. Gabriel Felbermayr e Marina Steininger referem que Donald Trump pode reivindicar a vitória à medida que o setor industrial do seu país cresce e o chinês encolhe. “E a balança comercial bilateral dos EUA com a China melhora. No entanto, com a União Europeia, deteriora-se e torna a balança comercial da Europa com os EUA ainda maior”, alertam.

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