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Estudante de Medicina da Católica cria solução de IA que acelera o diagnóstico do cancro da pele

Sam Izadloo, de 26 anos, refugiado ucraniano, estudante do Mestrado Integrado em Medicina, desenvolveu uma plataforma inovadora de health-tech para melhorar e acelerar a deteção precoce do cancro da pele. A solução encontra-se em fase piloto e a equipa procura realizar parcerias com hospitais e clínicas para preparar a documentação necessária – incluindo a conformidade com o regulamento europeu CE MDR.
27 Dezembro 2025, 22h21

Sam Izadloo, nascido no Irão, criado na Ucrânia e forçado a fugir de Kharkiv quando a Rússia invadiu este país, desenvolveu na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP), onde estuda, uma plataforma inovadora de health-tech criada para melhorar e acelerar a deteção precoce do cancro da pele.

A solução encontra-se em fase piloto, procurando a equipa neste momento parcerias com hospitais e clínicas para preparar a documentação necessária – incluindo a conformidade com o regulamento europeu CE MDR –, garantindo que a plataforma cumpre todas as normas aplicáveis em contexto clínico.

A Dermamatica tem como objetivo apoiar médicos de cuidados de saúde primários no primeiro contacto com o paciente, utilizando Inteligência Artificial (IA) explicável e multimodal para analisar imagens da pele e fornecer uma avaliação de risco imediata. A plataforma será disponibilizada comercialmente em Portugal.

Com recurso a apenas uma fotografia, os clínicos recebem um índice de risco (risk score) e um mapa de destaque visual (heatmap) que destacam as características que motivaram a avaliação da IA, contribuindo para acelerar a tomada de decisão médica, explica Sam Izadloo.

A solução pretende responder a um desafio existente: os atrasos e incertezas na deteção precoce do cancro da pele, muitas vezes causados pelo acesso limitado a dermatologistas e pela dificuldade dos médicos de família em avaliar lesões durante consultas de rotina, justifica.

Equipando os cuidados primários com inteligência visual avançada, a Dermamatica tem por objetivo agilizar o percurso do paciente, permitindo que casos de alto risco cheguem mais cedo a especialistas.

“Esta inovação oferece resultados interpretáveis, permitindo que os médicos compreendam por que motivo uma lesão pode ser suspeita e apoiando decisões mais informadas. Este nível de transparência é fundamental para criar confiança na IA aplicada à medicina”, afirma Sam Izadloo.

Dermamatica, assim se designa, foi apresentada na Web Summit, “Foi um momento decisivo: recebemos interesse de investidores, clínicos e especialistas em IA que querem acompanhar o desenvolvimento da Dermamatica. Isso dá-nos confiança de que estamos a construir uma solução sólida para a prática clínica”, complementa o estudante-empreendedor.


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