EUA: confiança dos consumidores arrefece face a possível recessão económica

Face aos cortes nas taxas de juro da Fed, os consumidores norte-americanos receiam uma possível recessão económica. Previsões dos economistas ficaram aquém dos resultados do relatório da Universidade de Michigan.

A confiança dos consumidores norte-americanos derrapou para 92,1 em agosto, atingindo mínimos do inicio do ano, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, ficando abaixo das previsões feitas pelos especialistas.

De acordo com o relatório da Universidade de Michigan, divulgados hoje, o índice preliminar de confiança do consumidor para agosto situou-se nos 92,1, abaixo da leitura de 98,4 registada em julho. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal e CNBC esperavam uma leitura inicial de 97,0 para este mês.

“A principal conclusão para os consumidores depois do primeiro corte nas taxas de juros numa década foi aumentar as preocupações sobre uma possível recessão”, afirmou Richard Curtin, economista-chefe da pesquisa. “Os consumidores concluíram, seguindo a liderança do Fed, que talvez seja preciso reduzir os gastos antecipando uma possível recessão”, acrescentou.

Em julho, a Reserva Federal (Fed) norte-americana cortou a taxa de juro diretora em 25 pontos base, para um intervalo de 2% a 2,25%, em linha com as estimativas da maioria dos investidores e economistas. A descida da federal funds rate é a primeira em mais de uma década (a última foi a 16 de dezembro de 2008) e representa uma viragem na política monetária da maior economia do mundo. Desde 2015, a Fed prosseguia num processo de ‘normalização’ dessa política, tendo no ano passado subido a taxa de juro quatro vezes até chegar ao intervalo de 2,25% a 2,50%.

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