A economia norte-americana superou as expectativas no terceiro trimestre e cresceu uns assinaláveis 4,3% em termos anualizados, o valor mais alto em dois anos. Esta performance refletiu sobretudo um consumo privado forte e uma recuperação externa, embora os analistas tenham dúvidas sobre a capacidade de manter o crescimento forte nos próximos meses.
O Departamento de Análise Económica dos EUA fez saber esta terça-feira que o terceiro trimestre havia registado um crescimento de 4,3%, muito acima dos 3,8% do trimestre anterior e dos 3,3% de média das previsões dos economistas consultados pela Reuters. Em termos homólogos, foi um avanço de 2,3%, o mais elevado este ano.
O crescimento no terceiro trimestre foi sustentado num consumo privado forte, que avançou 3,5% neste período após os 2,5% do segundo trimestre, embora haja detalhes que importa realçar: boa parte deste resultado espelha a antecipação de compras de veículos elétricos, cujos benefícios fiscais expiraram no final de setembro. Outubro e novembro viu já uma redução assinalável das vendas destes bens.
Por outro lado, outra métrica para o consumo monitorizada de perto pela Reserva Federal, as vendas finais reais a compradores domésticos privados, subiu 3% no trimestre em análise, avançando apenas 0,1 pontos percentuais (pp) em reação à leitura anterior. Perante este cenário, o mercado aponta para uma desaceleração desta componente no quarto trimestre.
Outro fator com forte impacto na leitura divulgada esta terça-feira, mas que deve acalmar nos meses seguintes é o das exportações líquidas. No terceiro trimestre, as vendas ao exterior cresceram 8,7% enquanto as importações caíram 4,7%, o que significa que a procura externa contribuiu com 1,6 pp para a leitura nominal de 4,3%.
Por outro lado, o investimento desacelerou, tendo mesmo uma contribuição negativa para a leitura final, ainda que marginal.
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