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EUA: Senado aprova projeto de lei para encerrar paralisação da administração

Documento deve ser votado esta quarta-feira pela Câmara dos Representantes. O acordo restaura o financiamento e adia os despedimentos que Donald Trump impôs até 30 de janeiro. Democratas estão indignados com a falta de garantias para os subsídios de saúde.
epa12273726 US President Donald J. Trump, with HHS Secretary Robert F. Kennedy Jr., delivers remarks during a Making Health Technology Great Again event in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 30 July 2025. The White House and the Centers for Medicare and Medicaid Services have received commitments from 60 healthcare technology companies to collaborate on a new health technology advancement initiative. EPA/SHAWN THEW
11 Novembro 2025, 10h05

O Senado norte-americano aprovou um acordo que pode contribuir para colocar um fim na paralisação da administração, a mais longa da história dos Estados Unidos – já leva mais de 40 dias – o que permitirá proceder aos pagamentos dos salários da administração pública e fazer regressar o apoio alimentar a cerca de 42 milhões de norte-americanos, entre muitos outros financiamentos.

A votação, com 60 votos a favor e 40 contra – o mínimo para aprovar o documento, que precisa de dois terços de votos ‘sim’ – contou com o apoio de quase todos os republicanos da câmara e de oito democratas, que tentaram, sem sucesso, vincular o financiamento do governo a subsídios de saúde que expiram no final do ano. Embora o acordo estabeleça uma votação em dezembro sobre esses subsídios, que beneficiam 24 milhões de norte-americanos, não está garantida a sua continuidade. O acordo restaura o financiamento para agências federais que os congressistas deixaram expirar em 1 de outubro e suspende a campanha do presidente Donald Trump para reduzir o quadro de funcionários federais, impedindo quaisquer demissões até 30 de janeiro.

O projeto segue agora para a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde o seu presidente, Mike Johnson, afirmou que gostaria de aprová-lo já esta quarta-feira e enviá-lo a Trump para que seja promulgada. Trump já disse que considera o acordo “muito bom”, o que abre perspetivas de que a sua aprovação já não tem mais nenhum escolho pela frente. Nem de outra forma seria possível: com a aproximação do Natal, o presidente não pode correr o risco de ter uma parte do país contra ele. O acordo estende o financiamento da administração até 30 de janeiro – e aumenta em mais 1,8 biliões de dólares uma dívida pública que já está nos 38 biliões.

“Gostaríamos de ter podido fazer mais”, disse o senador democrata Dick Durbin. “A paralisação da administração parecia ser uma oportunidade para levar-nos a políticas melhores. Não funcionou”, disse, citado pela agência Reuters. Uma sondagem da agência refere que 50% dos norte-americanos culpam os republicanos pela paralisação e 43% culpam os democratas.


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