EUA sugerem “manipulação” dos preços do gás na Europa pela Rússia

Os EUA querem “que todos estejam avisados sobre a questão de qualquer manipulação dos preços do gás através do entesouramento ou da falha no fornecimento de um abastecimento adequado”.

secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, alertou esta quarta-feira contra a “manipulação” dos preços do gás na Europa através de “falhas no fornecimento de um abastecimento adequado”.

“Os Estados Unidos deixaram claro que nós e os nossos parceiros devemos estar preparados para continuar a intervir quando houver agentes que possam estar a manipular a oferta para seu benefício“, disse Granholm, que está de visita a Varsóvia, numa altura em que os ministros da Energia e dos Transportes da União Europeia (UE) discutem o aumento dos preços da energia.

Um grupo de cerca de 40 eurodeputados pediu à Comissão Europeia, em meados de setembro, para investigar a empresa energética Gazprom, acusando este grupo económico russo de cortar o abastecimento de gás através da Ucrânia para forçar a Alemanha a aprovar a entrada rápida em funcionamento do gasoduto Nord Stream 2, através do mar Báltico. A Gazprom negou qualquer manipulação do mercado.

“Queremos que todos estejam avisados sobre a questão de qualquer manipulação dos preços do gás através do entesouramento ou da falha no fornecimento de um abastecimento adequado”, defendeu a secretária de Energia norte-americana. “Estamos a levar isto muito a sério e estamos ao lado dos nossos aliados europeus para garantir que obtenham um fornecimento adequado e acessível de gás neste inverno”, acrescentou Granholm.

“Precisamos de cooperação (…) a nível europeu para proteger as nossas populações em casa”, sublinhou o ministro da Energia da Lituânia, Dainius Kreivys, enquanto a sua homóloga austríaca, Leonore Gewessler, denunciou a “demasiada dependência (da UE) relativamente ao gás russo”.

A iminente crise de energia na Europa está a dominar a reunião informal de ministros europeus na Eslovénia e a Comissão Europeia já disse que está a “acompanhar de perto” a subida dos preços da energia e está a debater com os Estados-membros “ferramentas” para os conter. Os preços da eletricidade, que têm subido acentuadamente durante meses na sequência dos preços globais do gás, dispararam recentemente em vários países da UE.

A subida dos preços ameaça exacerbar a pobreza de combustível em toda a UE: um estudo publicado esta quarta-feira pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) estima que quase três milhões de trabalhadores pobres da Europa “já não poderão pagar” as suas contas de aquecimento neste outono e neste inverno.

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