[weglot_switcher]

Euro cai e regressa à barreira dos 1,15 dólares

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia avisaram esta quarta-feira que este não é o momento de aliviar sanções à Rússia e saudaram a decisão da AIE de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.
11 Março 2026, 19h23

O euro caiu esta quarta-feira e regressou à barreira dos 1,15 dólares, no mesmo dia em que os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia avisaram não ser o momento de aliviar as sanções à Rússia.

Às 18h00 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1571 dólares, quando na terça-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1644 dólares.O euro também recuou em comparação com a libra, mas cresceu face ao iene. O Banco Central Europeu (BCE) fixou hoje o câmbio de referência do euro em 1,1581 dólares. Na sessão de hoje, o euro oscilou entre 1,1570 e 1,1640 dólares.

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia avisaram esta quarta-feira que este não é o momento de aliviar sanções à Rússia e saudaram a decisão da AIE de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, após uma reunião do G7, Costa e Von der Leyen defenderam que a “prioridade imediata deve ser manter os fluxos de energia em movimento, especialmente a navegação no Estreito de Ormuz, crucial para a economia global”.

“Aplicar tetos ao preço do petróleo ajudará a estabilizar os mercados e a limitar as receitas da Rússia. Este não é o momento de aliviar sanções contra a Rússia”, advertiram os dois líderes europeus.

Os aliados de Kiev têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Costa e Von der Leyen saudaram ainda a decisão dos países da Agência Internacional de Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas e manifestaram-se “disponíveis para trabalhar de perto com os parceiros na região para evitar o alastrar do conflito e restabelecer a estabilidade”.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.