Exames vão valorizar perguntas com melhores respostas e permitir consultar dicionário nas provas de língua estrangeira

O Instituto de Avaliação Educativa anuncia que para além das perguntas de resposta obrigatória, serão valorizadas aquelas que tenham o melhor desempenho do aluno para a classificação final da prova.

Com os exames aí à porta, o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), o organismo responsável pela elaboração e classificação dos exames nacionais, informa que foram feitas alterações no critério de avaliação de modo das provas  de modo a não prejudicar os alunos que ficaram dois meses sem ter aulas presenciais.

Agora, os exames nacionais agendados para julho vão valorizar as perguntas com as melhores respostas e, quanto aos exames de língua estrangeira, será permitido a consulta de dicionário.

De acordo com o comunicado publicado esta sexta-feira, o Iave explica que só vão contar para a classificação final, além das perguntas de resposta obrigatória, os itens em que os alunos tenham “melhor pontuação”.

“Os alunos poderão responder a todos os restantes itens de cada prova, sendo contabilizadas para a classificação final as respostas aos itens em que os alunos obtenham melhor pontuação, num número a estabelecer de acordo com a especificidade de cada prova e a divulgar oportunamente”, lê-se na nota.

Por exemplo, numa prova composta por 20 itens, 5 itens serão obrigatoriamente contabilizados para a classificação final. Desses 15 itens restantes, todos terão a mesma cotação e poderão ser respondidos pelos alunos, mas apenas serão considerados para a classificação final da prova os 10 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação, explica o organismo.

As perguntas de resposta obrigatória serão assinaladas nos enunciados de cada prova e incidem nas “competências e conhecimentos desenvolvidos ao longo do percurso escolar” dos alunos ou na “informação facultada pelos suportes associados ao item”, com por exemplo gráficos, mapas ou textos.

O Iave salienta ainda que “as soluções técnicas” apresentadas visam garantir “aos candidatos as melhores condições de desempenho e de equidade na realização e na classificação” das provas, uma vez que já não era possível fazer alterações aos exames que já se encontravam “em fase de conclusão” quando a pandemia obrigou à adopção de medidas excepcionais, que passaram pelo encerramento das escolas e o fim das aulas presenciais durante dois meses.

Quanto aos exames de língua estrangeira, o Iave anunciou que está também autorizada a consulta de dicionários. Esta consulta ia passar a estar interdita a partir deste ano lectivo, mas esta medida foi agora adiada para “minimizar”, no actual contexto, “situações de desigualdade”.

 

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