Excedente da balança comercial de produtos florestais sobe para 2,6 mil milhões de euros em 2018

Produtos à base de cortiça constituíram o grupo com maior destaque, com um excedente comercial de 932,4 milhões de euros, mais 36,3 milhões de euros do que em 2017.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

O excedente da balança comercial dos produtos de origem florestal cresceu para 2,6 mil milhões de euros em 2018, com a cortiça a contribuir com 932,4 milhões de euros, segundo dados do INE divulgados esta quinta-feira.

Em 2018, o saldo da balança comercial dos produtos de origem florestal, que inclui matérias-primas e produtos industriais, “registou um excedente de 2,6 mil milhões de euros, que compara com 2,5 mil milhões de euros observados em 2017”, refere o relatório.

Os produtos à base de cortiça constituíram o grupo com maior destaque, com um excedente comercial de 932,4 milhões de euros, mais 36,3 milhões de euros do que em 2017, de acordo com as Contas Económicas da Silvicultura.

Os dados do INE concluem que “o saldo da balança comercial foi sempre excedentário no quinquénio 2014-2018”.

Apesar dos “aumentos sucessivos” nas importações de produtos de origem florestal (passando de 2,0 mil milhões de euros em 2014 para 2,5 mil milhões de euros em 2018), estes foram superados pelas exportações, que também apresentaram tendência crescente, passando de 4,5 mil milhões de euros em 2014 para 5,1 mil milhões de euros em 2018, segundo a análise do INE àquele período.

Entre 2014 e 2018, os produtos à base de cortiça – das rolhas aos materiais de isolamento, calçado ou artigos decorativos – ocuparam a primeira posição em termos de excedente da balança comercial, com valores que passaram de 759,1 milhões de euros para 932,4 milhões de euros.

Em segundo lugar surge o papel e cartão ao apresentar um saldo positivo de 853,1 milhões de euros na balança comercial, em 2018.

Na análise somente aos materiais de origem florestal, ou matérias-primas obtidas na floresta, no quinquénio 2014-2018, as exportações registaram “aumentos sucessivos” desde 2016, atingindo o valor de 64,2 milhões de euros em 2018, aponta o INE.

“Bastante superiores às exportações, as importações apresentaram também tendência de crescimento desde 2014, atingindo 292,5 milhões de euros em 2018 (+5,3% do que em 2017)”, refere.

O saldo da balança comercial destes produtos, acrescenta o INE, foi “sempre deficitário, embora tenha vindo a melhorar ligeiramente desde 2016”, passando de -232,7 milhões de euros naquele ano para -228,3 milhões de euros no ano passado.

O saldo da balança comercial da madeira em bruto e da cortiça natural foi sempre deficitário no quinquénio, contudo o INE explica que, enquanto a situação deficitária da madeira se atenuou a partir de 2016, a da cortiça registou agravamentos sucessivos desde 2014, com o aumento das importações.

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