Existem 675.320 funcionários públicos em Portugal. Número aumentou no 2.º trimestre

Dados da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) mostram que havia no final de junho mais 7.304 trabalhadores da administração pública do que há um ano e mais 904 do que há três meses.

Clemens Bilan/Reuters

O número de funcionários públicos voltou a aumentar no segundo trimestre do ano para 675.320, um crescimento de 1,1% face ao mesmo período do ano passado e de 0,1% em relação ao trimestre anterior, foi hoje divulgado.

Os dados da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) mostram que havia no final de junho mais 7.304 trabalhadores da administração pública do que há um ano e mais 904 do que há três meses.

No entanto, comparando com 31 de dezembro de 2011, o número de funcionários caiu 7,2%, uma redução de 52.465 postos de trabalho.

“Os municípios, com um acréscimo de emprego de 1.200 postos de trabalho, apresentam o maior contributo” para o crescimento do emprego nas carreiras de assistente operacional, assistente técnico e técnico superior, em consequência do processo de regularização extraordinária de vínculos precários na administração local.

Também a “internalização de trabalhadores de empresas municipais e a contratação de trabalhadores para atividades artísticas, desporto e recreativas durante os meses de verão” e “novos recrutamentos de bombeiros pelos municípios” justificam a evolução.

No Ministério da Administração Interna, a subida de 1,5% do número de trabalhadores face ao trimestre anterior (mais 683 funcionários) “decorre da contratação de vigilantes da floresta na GNR para as operações de prevenção de incêndios durante o verão”, explica a Direção-geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Por tipo de vínculo, os dados mostram que os contratos a termo aumentaram em 150 em termos homólogos, mas diminuíram face ao trimestre anterior em 1.107, totalizando 78.390 em junho.

Já os contratos por tempo indeterminado aumentaram em 6.588 em termos homólogos e em 1.941 em cadeia, para 503.119.

O valor da remuneração base média mensal na administração pública era em abril de 1.468 euros, um aumento de 0,1% em relação a janeiro e de 0,5% em termos homólogos, “por efeito conjugado da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios, da atualização do valor da Retribuição Mínima Mensal Garantida e da aplicação do processo faseado de descongelamento de carreiras, progressões e promoções”.

Já o ganho médio mensal nas administrações públicas (que inclui suplementos remuneratórios) era em abril de 1.709,2 euros, uma subida de 0,1% face a janeiro e de 2% comparando com o mesmo mês de 2017, pelos mesmos motivos, a que acresce o aumento do subsídio de refeição.

Em média, os suplementos remuneratórios representam 14,1% no ganho médio mensal dos trabalhadores da administração pública. Destacam-se os diplomatas, a carreira com o mais elevado ganho médio mensal, de 10.058,5 euros, onde os suplementos pesam 74,7%.

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