Exportações da indústria de moldes atingiram 684 milhões em 2017

As vendas para o exterior do sector dos moldes aumentaram perto de 10% no ano passado, segundo o estudo da Informa D&B. Setor regista já superavit comercial até 490 milhões.

Peter Nicholls/Reuters

As vendas para o exterior ascenderam neste último exercício a 684 milhões de euros, o que supôs um aumento de 9,6% com respeito a 2016 e em torno de 120% mais que em 2010, revela o estudo Setores “Moldes e Matrizes” publicado pela Informa D&B.

Segundo este estudo, as importações, por sua vez, cresceram ainda mais: mais 16,9%, ampliando-se o superavit comercial até 490 milhões de euros.

Já o valor da produção de moldes nos dois últimos anos manteve a tendência ascendente, impulsionada pelo dinamismo das exportações, as quais representaram 72% das vendas globais do setor em 2017, face a 59% de 2010.

“Após o crescimento de 5,5% contabilizado em 2016, para 2017 estimou-se um aumento adicional da produção de em cerca de 6%, até alcançar 945 milhões de euros”, frisa a Informa D&B.

Espanha e Alemanha mantêm-se como os mercados externos mais importantes para os fabricantes portugueses de moldes, com participações respetivas sobre as exportações totais de pouco mais de 20%. França é o terceiro destino, reunindo cerca de 16% do valor total, situando-se depois a Polónia e República Checa.

Em 2016, operavam 720 empresas no setor de fabrico de moldes metálicos, o que supôs um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior. O volume de emprego gerado também aumentou, atingindo pouco mais de 10.100 pessoas (mais 7,5%).

Segundo o estudo, predominam os operadores de reduzido tamanho, sendo que cerca de 65% contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 6% empregam mais de 50 pessoas, situando-se o número de empregados médio por empresa em 14 colaboradores.

Do ponto de vista geográfico, a atividade produtiva apresenta, realça a Informa D&B, “uma notável” concentração na zona Centro de Portugal, na qual se localizam 67% dos fabricantes, situando-se depois a zona Norte, com 30% das empresas.

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