Falência da Aigle Azur: franceses “têm muitas alternativas no Porto”, defende Turismo do Porto e Norte

Em declarações à Lusa, Luís Pedro Martins reconheceu que “a falência de uma companhia que voa para o Porto não é, claro, uma boa notícia”, no entanto, acrescenta que “não há razão para alarme”, pois há “muitas alternativas para estes passageiros franceses de Orly”, por isso estão “convencidos de que a procura irá recorrer a essas alternativas”.

O Porto “tem muitas alternativas” para os passageiros franceses provenientes do aeroporto de Orly, em Paris, onde operava a Aigle Azur, que abriu insolvência esta semana, garantiu o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).

Em declarações à Lusa, Luís Pedro Martins reconheceu que “a falência de uma companhia que voa para o Porto não é, claro, uma boa notícia”, no entanto, acrescenta que “não há razão para alarme”, pois há “muitas alternativas para estes passageiros franceses de Orly”, por isso estão “convencidos de que a procura irá recorrer a essas alternativas”.

O responsável lembrou que a TAP, Transavia e Air France estão entre essas alternativas, sendo que acaba por ser uma oportunidade para estas companhias aéreas, que podem reforçar no mercado do Porto.

O mercado francês foi, em 2018, o segundo mais importante no Porto, a seguir ao espanhol.

Luís Pedro Martins revelou ainda que, até julho, já terão passado perto de 7,5 milhões de passageiros pelo aeroporto do Porto, um aumento de 10,5% face ao ano passado.

O responsável disse ainda que este ano há já grandes crescimentos do mercado brasileiro, americano e canadiano, entre outros.

A Aigle Azur anunciou que iria cancelar todos os voos a partir de sábado, devido a problemas financeiros, segundo noticia hoje a agência AP.

Num comunicado no seu ‘site’, que, segundo verificou a Lusa, não está a funcionar (apenas mostra o anúncio), a companhia aérea referiu que “a sua situação financeira e as consequentes dificuldades operacionais não permitem continuar a assegurar voos” depois do dia de hoje.

Entre os voos suspensos estão ligações a Portugal, Mali, Brasil e Ucrânia, sendo que a companhia aérea não pode garantir a devolução do dinheiro dos bilhetes marcados para datas posteriores a sábado.

A transportadora francesa voa para os aeroportos de Faro, Funchal e Porto, em Portugal.

O secretário de Estado dos Transportes francês, Jean-Baptiste Djebbari referiu, numa entrevista à rádio RTL, que os cancelamentos significam que vários milhares de passageiros irão ficar presos fora de França durante o regresso das férias de verão.

Djebari disse ainda que o governo francês está a prestar assistência à companhia, que entrou com um pedido de insolvência esta semana. Paris está a estudar soluções para o problema em conjunto com a Air France.

A Air France, por sua vez, anunciou que está a “acompanhar de perto” a situação e que já aumentou a sua capacidade para a Argélia, encontrando-se a “estudar todas as possibilidades” para acomodar na sua operação os destinos afetados pela falência.

A companhia aérea informou ainda que já “implementou tarifas especiais nas suas agências e aos balcões dos aeroportos” para quem apresentar um bilhete da Aigle Azur para um voo cancelado. Estes preços não estão disponíveis ‘online’, adiantou a transportadora.

Ler mais
Relacionadas

Aigle Azur cancela todos os voos a partir de sábado por problema financeiros

A companhia aérea Aigle Azur vai cancelar todos os voos a partir de sábado, devido a problemas financeiros, segundo noticia hoje a agência AP.

O seu voo da Aigle Azur foi cancelado? Saiba se tem direito a indemnização ou a reembolso

A companhia francesa Aigle Azur entrou em insolvência. A AirHelp explica como é que os passageiros portugueses com voos cancelados podem saber se têm direito a serem reembolsados.

Aigle Azur abre insolvência e cancela voos em Portugal, Brasil e Mali

“A Aigle Azur entrou em período de busca ativa de compradores, enquadrada pela justiça comercial, que exige a suspensão gradual dos seus voos programados”, justificou a empresa francesa.
Recomendadas

Setor de comércio e serviços pede prolongamento do layoff e perdão de rendas

A CCP também aponta que a exigência de certidões de não dívida não faz sentido neste momento em que as empresas enfrentam dificuldades, defendendo que deixe de constituir condição para a “candidatura a qualquer concurso público”.

CFP alerta para impacto “desconhecido” no capital do Novo Banco da litigância com o Fundo de Resolução

No relatório “Perspetivas económicas e orçamentais 2020-2022”, o CFP diz que “existe um risco adicional para as finanças públicas caso o rácio de capital total do Novo Banco se situe abaixo do requisito estabelecido pelas autoridades de supervisão”. Nesta situação, o Estado Português poderá ter de disponibilizar fundos adicionais de forma a que o banco cumpra os requisitos regulatórios. É a chamada Capital Backstop que foi autorizada por Bruxelas para casos “extremos”. O CFP alerta para incógnita sobre o impacto no capital do banco do diferendo na contabilização das IFRS 9.

Extensão das moratórias até 31 de março de 2021 vai hoje a Conselho de Ministros

Proposta das Finanças prevê extensão das moratórias públicas até março de 2021 e o alargar os créditos que poderão beneficiar do regime, como créditos para segunda casa e crédito ao consumo para financiar educação.
Comentários