Fatura da luz com aumentos de até 2,86 euros a partir de 1 de outubro

A subida abrange os mais de 930 mil consumidores no mercado regulado de eletricidade.

A fatura da luz vai sofrer aumentos entre um euro e quase três euros para as famílias que se encontram no mercado regulado a partir de dia 1 de outubro. Esta subida vai abranger os mais de 930 mil consumidores no mercado regulado.

A subida foi anunciada hoje pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos justificando a subida com o “aumento de preços de energia no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL)”, com uma subida de cinco euros por megawatt hora (MWh).

“A tarifa de energia reflete o custo de aquisição de energia do Comercializador de Último Recurso (CUR) nos mercados grossistas, sendo uma das componentes que integra o preço final pago pelos consumidores no mercado regulado”, pode-se ler no comunicado.

Desta forma, um casal (potência de 3,45 kVa e um consumo de 1.900 kWh/ano) vai sofrer um aumento de 1,05 euros para 38,17 euros.

No caso de um casal com dois filhos (potência de 6,9 kVa, um consumo de 5.000 kWh/ano) a subida atinge os 2,86 euros para uma fatura média mensal de 95,47 euros.

Esta é a segunda subida nos preços da eletricidade regulada este ano (após a tarifa inicial no início do ano), depois do aumento registado em julho, com a subida total este ano a ser de 1,6%.

Recorde-se que os preços da eletricidade no mercado grossista ibérico da eletricidade (Mibel) têm vindo a bater recordes sucessivos, devido à subida dos preços do gás natural e das licenças de CO2. A produção contratada para Portugal e Espanha para esta quarta-feira atingiu um novo máximo histórico de 172 euros por megawatt hora. Foi o quarto recorde em quatro dias.

A ERSE avisa que esta alteração “não condiciona o mercado livre a repercutir a mesma atualização de preços, já que cada comercializador segue a sua própria estratégia de aprovisionamento de eletricidade e procura oferecer as melhores condições comerciais em ambiente concorrencial. Mesmo após a revisão em alta das condições de preço para novos contratos de fornecimento de eletricidade, já ocorridas em muitos comercializadores desde o início do ano devido à subida dos preços no MIBEL, subsistem várias ofertas melhor posicionadas que o mercado regulado”.

Neste cenário, a ERSE aconselha os consumidores a consultarem o seu simulador de preços para procurarem as melhores ofertas.

Ainda hoje, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) defendeu que o Governo devia usar a almofada financeira do Fundo Ambiental para travar o aumento “catastrófico” da eletricidade. “Os custos energéticos não se podem repercutir nos bens e serviços das empresas”, disse hoje o líder da CIP, António Saraiva, revelando que a associação que representa a indústria tem estado em contactos com o Governo no sentido de aprovar esta medida.

Indústria exige almofada financeira do Fundo Ambiental para travar aumento “catastrófico” da eletricidade

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