O responsável global de crédito com investment grade (grau de investimento na tradução portuguesa) do Goldman Sachs, Jonny Fine, acredita que possam existir quatro cortes nas taxas de juro, este ano, pela Reserva Federal norte-americana (Fed), com a primeira a acontecer em junho e as restantes a se situarem mais para o final de 2026.
Tal posição deve-se à convicção de que Kevin Warsh, sucessor de Jerome Powell à frente da Fed, possa ter uma “postura mais antecipatória” face às suas decisões de política monetária, explicou Jonny Fine, em declarações à CNBC.
São mais dois cortes nas taxas de juro que constavam no outlook da Goldman Sachs para este ano, referentes às decisões de política monetária da Fed para 2026, divulgado em dezembro de 2025. Nesse documento o economista-chefe do Goldman Sachs Research, Jan Hatzius, esperava que a Reserva Federal norte-americana corta-se taxas de juros em março e junho, levando a que as taxas se situassem no intervalo entre os 3% e os 3,25%.
No Fed Watch, do CME Group, é atribuída uma probabilidade de 90% de que a Fed mantenha as taxas de juro inalteradas na reunião prevista para 18 de março. E na reunião de 29 de abril é dada uma probabilidade de 63% de que também sejam mantidas as taxas de juro no nível atual. Só na reunião prevista para junho é que existe uma chance de 51% de existir um corte nas taxas.
Nas reuniões da Fed de julho, setembro, outubro, e dezembro, o cenário de redução das taxas de juro é apontado como sendo o mais provável com as percentagem a atingirem os 43%, 37%, 34%, e 30%.
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