Fed mantém taxas de juro inalteradas e perspetiva redução da compra de ativos num futuro próximo

A autoridade monetária norte-americana reconhece que, dados os sinais de recuperação que a maior economia do mundo tem vindo a dar, a probabilidade de iniciar a diminuição do programa de compra de ativos em curso nos próximos meses é elevada.

A Reserva Federal norte-americana anunciou esta quarta-feira a decisão de manter inalteradas as taxas de juro de referência para a economia dos EUA, reconhecendo, ainda assim, a probabilidade de estas virem a ser subidas num futuro próximo, face à evolução favorável do cenário macro norte-americano.

A autoridade monetária dos EUA decidiu assim manter a taxa de juro de referência entre os 0% e os 0,25%, um mínimo histórico definido como resposta à crise económica gerada pela Covid-19.

As taxas de juro norte-americanas e o programa de compra de ativos colocado em prática pela Fed como resposta às consequências económicas criadas pela Covid-19 têm estado no foco dos mercados e analistas, dado o impacto deste indicador na performance dos mercados bolsistas e na capacidade das empresas de contraírem dívida.

No comunicado que anunciou a decisão, a Fed reitera o seu compromisso com o apoio à retoma norte-americana, apontando aos alvos de uma inflação média de 2% no longo prazo e uma situação de pleno emprego. Assim, e até se verificar este cenário, o organismo optou por manter inalterada a sua política de compra mensal de ativos no valor de 80 mil milhões de dólares (68,11 mil milhões de euros) em títulos do Tesouro e de 40 mil milhões de dólares (34,06 mil milhões de euros) em títulos assegurados por hipotecas.

Após a última reunião da Reserva Federal, a expectativa vinha crescendo para o anúncio de Powell esta quarta-feira, dados os sinais vindos de vários agentes relevantes de que a decisão de iniciar a reversão da política monetária acomodatícia estaria para breve. No entanto, o presidente daquele organismo reiterou várias vezes a necessidade de se verificarem progressos significativos nas várias frentes da economia norte-americana, incluindo o mercado de trabalho. Neste capítulo, os últimos dados sobre a criação de emprego desapontaram, dada a previsão de 750 mil novos postos em agosto ter sido largamente defraudada pelo anúncio de 235 mil novos empregos.

[notícia atualizada às 19h19]

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