Fenprof quer saber quais as escolas com casos de Covid-19 e o que está a ser feito

O maior sindicato de professores do país requereu ao Ministério da Educação informação sobre as escolas em que surgiram casos de contágio e as medidas tomadas para os evitar.

José Sena Goulão/Lusa

A Federação Nacional de Professores pediu ao Ministro da Educação que lhe envie a lista de escolas em que existem casos de Covid-19 e explique as medidas adotadas em cada uma como forma de prevenir o contágio.

“As escolas reabriram, como se esperava e desejava, mas, que, também como se temia, “a situação epidemiológica existente na comunidade e a insuficiência das medidas de prevenção nas escolas, agravada pela falta de assistentes operacionais, estão a levar a encerramentos, totais ou parciais, de estabelecimentos”, refere a Fenprof.

Através dos professores e da comunicação social, a estrutura liderada por Mário Nogueira diz ter informação de estabelecimentos de educação e ensino em Penedono, Lisboa, Barreiro, Palmela, Loulé, Lagos, Faro, Guarda, Seia, Trancoso, Aguiar da Beira, Coimbra, Leiria, Viseu, Aveiro ou Felgueiras onde já existem casos de infeção, quarentena, isolamento profilático ou encerramentos parciais ou totais.

A Fenprof justifica o pedido ao Ministério de Tiago Brandão Rodrigues, lembrando que às organizações sindicais são “legalmente reconhecidas competências de negociação e acompanhamento, através de informação prestada pelas entidades empregadoras, de situações relacionadas com segurança e saúde nos locais de trabalho”.

Apesar disso, afirma: “o Ministério da Educação não respeitou a obrigação legal, que obrigava ao desenvolvimento de processo negocial destinado ao estabelecimento das normas de segurança sanitária a observar pelas escolas no ano letivo 2020/2021, como, depois de conhecidas as orientações que unilateralmente aprovou, e verificada a insuficiência de algumas das medidas previstas”, nem nunca esteve disponível para reunir com a Fenprof, como lhe foi várias vezes pedido.

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