Festa do Avante: “Não são tempos adequados para realizar grandes ajuntamentos”, afirma Augusto Santos Silva

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros estas normas aplicam-se, “sejam elas para lazer, sejam elas mesmo para atividades partidárias, mas esse é o nosso ponto de vista”. Por sua vez, no arranque da festa do Avante, o líder do PCP garantiu ter “uma profunda confiança que a festa vai correr bem”.

Cristina Bernardo

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, apontou que não vivemos “tempos adequados para realizar grandes ajuntamentos”, na noite de sexta-feira, 4 de setembro, quando questionado sobre a festa do Avante.

“Para nós, no partido socialista, foi absolutamente claro e é absolutamente claro que os tempos de pandemia não são tempos adequados para realizar grandes ajuntamentos e portanto na nossa opinião devemos evitar aglomerações”, referiu Augusto Santos Silva.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros estas normas aplicam-se, “sejam elas para lazer, sejam elas mesmo para atividades partidárias, mas esse é o nosso ponto de vista”.

Por sua vez, o Presidente da República demonstrou-se apreensivo com a realização da festa comunista. “Não escondo, e tive ocasião de dizer aos responsáveis do PCP, de uma forma cordial, mas muito franca, que a minha perceção não é tão otimista como a perceção da DGS e como a perceção do partido”, disse o chefe de Estado, depois de uma visita ao município de Castro Marim.

Em entrevista à SIC na noite do arranque do evento, sexta-feira, 4 de setembro, o líder do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa sublinhou que “temos uma profunda confiança que a festa vai correr bem” e enaltecendo ainda que “fomos mais longe que as próprias imposições da Direção Geral de Saúde”.

“Existem todas as garantias para que exista este sentimento de confiança, de tranquilidade, com exigência das medidas sanitárias , em que nós fomos o mais longe possível, mais longe do que qualquer outra iniciativa”, afirmou Jerónimo de Sousa.

No seu discurso o líder do PCP decidiu destacar que “querem-nos quietos, confinados, calados e com temor, porque sabem o que aí vem”. “Querem que abdiquemos do que a vida tem de mais belo e realizador, libertos dos nossos medos, reencontrar o convívio e as amizades, a cultura, os concertos de diversos estilos de música”, considerou Jerónimo de Sousa

A festa do Avante continua este sábado, com atividades a partir das 10h00, e estende-se até domingo, dia 6 de setembro, onde Jerónimo de Sousa vai discursar no palco 25 de abril.

 

 

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