PremiumFisco investiga 256 portugueses suspeitos de ocultação em ‘offshores’

Autoridade Tributária e Aduaneira identificou mais de três centenas de portugueses nos escândalos Swissleaks, Panama Papers, Malta Files e Paradise Papers.

Desde 2015, têm sido reveladas várias fugas de informação envolvendo esquemas de ocultação de milhões de euros em offshores. Depois de  ter estourado o escândalo do Swissleaks, sucederam-se novas revelações nos Panama Papers, Malta Files e, mais, recentemente, nos Paradise Papers. Cinco casos com milhões de ficheiros relacionados com paraísos fiscais que expuseram nomes de mais de 1.350 portugueses, tendo o Fisco identificado cerca de um quarto (343) e inspecionado um universo ainda inferior de 256 contribuintes.

Este é o balanço da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), no seguimento dos vários casos que evolvem esquemas de ocultação de dinheiro em offshores. Os dados foram revelados ao Jornal Económico pelo Ministério das Finanças, após o alerta do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) que um ano após a divulgação dos Paradise Papers, o Fisco recebe informações de outras jurisdições com operações suspeitas que “pura e simplesmente não são investigada”.

No extenso balanço enviado ao JE, o Fisco contraria Paulo Ralha e garante: “A AT, no âmbito das suas competências, procede à análise de toda a informação que lhe chega de diversas fontes”. E realça que ao abrigo dos diversos instrumentos de cooperação internacional, “a AT sempre efetuou o seu tratamento, aplicando modelos de análise de risco, tendo em vista a segmentação dos contribuintes e a identificação para cada segmento das estratégias de atuação mais adequadas”.

 

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Relacionadas

OE2019: Banco de Portugal obrigado a comunicar transferências para “offshores”

Com a alteração à Lei Geral Tributária, os bancos ficaram obrigados, a partir deste ano, a enviar essa informação até ao final de março, três meses mais cedo do que faziam até aqui.

OE2019: Bancos que não comuniquem operações ‘offshore’ vão pagar coimas de 165 mil euros

O Governo pretende, assim, alterar o Regime Geral das Infrações Tributárias (RGIT) relativa à falta ou atraso de declarações para efeitos fiscais devem ser apresentadas a fim de que a administração tributária especificamente determine, avalie ou comprove a matéria colectável.
Recomendadas

El Mundo: Dono do BPI vai despedir mais de 2 mil trabalhadores em Espanha

Depois de anunciar o fecho de 800 agências em Espanha, o CaixaBank prepara-se para despedir mais de dois mil trabalhadores, avança o El Mundo.

Lucros, salários e pensões deixam de ter dupla tributação em Portugal e Angola

A proposta foi aprovada pelo Parlamento português esta sexta-feira e vai a votos na próxima semana na Assembleia Nacional angolana.

Estatuto de Jovem Empresário Rural prevê benefícios fiscais

Os jovens que conseguirem ter acesso a este estatuto contarão “com a abertura de concursos e/ou de apoios específicos”, com uma “majoração na atribuição de apoios”, a criação de “dotações financeiras específicas” na área do desenvolvimento territorial, destinadas ao apoio ao investimento.
Comentários