Fitch mantém ‘rating’ de Portugal inalterado

A agência de notação financeira norte-americana tinha agendado para esta sexta-feira um pronunciamento sobre o ‘rating’ da dívida portuguesa, cerca de um mês depois de alterado o ‘outlook’ devido à pandemia, mas optou por não o fazer.

Reinhard Krause/Reuters

A Fitch tinha agendada para esta sexta-feira um pronunciamento sobre o rating da dívida portuguesa, cerca de um mês depois de alterado o outlook devido à pandemia, mas optou por não o fazer, mantendo a classificação inalterada em ‘BBB’ e outlook ‘estável’.  A agência de notação financeira não publicou o relatório, mas informou esta noite que não houve alterações nem no rating nem na perspetiva.

Os calendários das agências de notação financeira são apenas indicativos e estas podem optar por não fazer nenhuma ação de ‘rating’. A 17 de abril, numa avaliação não agendada, a Fitch tinha baixado a perspetiva de Portugal de “positiva” para “estável” devido aos efeitos “significativos” do novo coronavírus na economia nacional, mas manteve o rating em ‘BBB’, numa avaliação que não estava no calendário.

“É provável que o choque interrompa as tendências de melhoria anteriores no crescimento económico, dívida pública em relação ao PIB e resiliência no setor bancário. A economia pequena e aberta de Portugal, com sua alta dependência do turismo, está exposta a riscos negativos da gravidade da pandemia”, argumentou a agência, no documento divulgado na altura.

Os analistas da Fitch estimam que a economia portuguesa contraia 3,9% este ano, menos 5,6 pontos percentuais do que última classificação, apresentada há cerca de cinco meses. Em causa está o fecho de portas de vários negócios, das escolas e as restrições nas fronteiras. Mas a maior preocupação dos especialistas é o setor do turismo e as indústrias que lhes estão associadas.

Em novembro de 2019, a Fitch havia mantido o rating de Portugal inalterado em ‘BBB’, com perspetiva “positiva”, por causa de uma melhoria das contas públicas nacionais. “A notação de Portugal equilibra a força das suas instituições, níveis elevados de governance e um rendimento per capita mais elevado que pares que também estão em ‘BBB’, com níveis elevados de endividamento no setor público e no privado, e um baixo crescimento potencial no médio prazo”, afirmou a agência, nesse relatório.

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