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“Fizemos agora em nove dias o que se achou fantástico fazer em nove semanas” na Covid, diz CEO do BPF

Há já mais de duas mil candidaturas às linhas de apoio do Banco de Fomento face à depressão Kristin e 162 empresas já com contratos estabelecidos, levando Gonçalo Regalado a traçar um paralelo entre a rapidez nesta catástrofe e aquando da chegada da pandemia a Portugal.
11 Fevereiro 2026, 14h22

As linhas de apoio lançadas pelo Banco Português de Fomento (BPF) já receberam 2.038 candidaturas, precisou esta quarta-feira o diretor executivo do organismo, o que corresponde a 627 milhões de euros. Destes, 62 milhões estão já em fase de contratação, perfazendo 162 contratos num processo que mereceu elogios do líder do banco soberano.

Gonçalo Regalado traçou um paralelo com a situação também excecional vivida na pandemia, quando os apoios chegaram às empresas apenas em maio, apesar da chegada da Covid-19 e subsequente declaração do estado de emergência em março.

“Fizemos agora em nove dias o que se achou fantástico fazer em nove semanas”, resumiu o CEO do BPF, lembrando a simplificação de processos que permitiu a antecipação do calendário de implementação das linhas de apoio.

Mais concretamente, além das 2.038 candidaturas já recebidas, 517 milhões de euros correspondentes a 1.728 candidaturas foram completas nos primeiros sete dias do Portal da Banca, plataforma através da qual as empresas podem completar o processo para aceder às linhas lançadas como resposta à depressão Kristin.

Numa fase mais avançada estão já 162 empresas que têm já os contratos disponíveis na banca comercial, o que chega a 62 milhões de euros. Neste capítulo, Gonçalo Regalado elogiou também o papel dos bancos, que se associaram em peso a estas iniciativas.

Segundo os dados do BPF, a Caixa Geral de Depósitos e o Millenium BCP dominam em termos de montante e número de contratos, representando 26,4 e 22 milhões de euros, respetivamente, ou 43% e 36% do montante já contratado. A completar o total já contratado estão o Santander Totta, com 5,3 milhões de euros, o Novo Banco, com 3,8 milhões, o Crédito Agrícola, com 2,4 milhões, e o BPI, com 2,2 milhões.

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