Força Aérea testa sensores que podem ajudar no combate a incêndios

A Força Aérea Portuguesa FAP sobrevoou este sábado a área entre Montijo e Castelo Branco para testar os sensores que podem ajudar no combate a incêndios, através da transmissão de imagens aéreas em tempo real para uma estação terrestre.

“Basicamente é um sistema de transmissão de vídeo para uma estação terra, portanto, tudo aquilo que iremos estar a ver no avião, conseguimos transmitir para uma estação que está em terra, que depois passa essa informação e esse vídeo para outras entidades”, adiantou à agência Lusa o capitão Nuno Marques.

O militar falava à Lusa antes da descolagem, na Base Aérea N.º 6, em Alcochete (distrito de Setúbal), onde explicou que o equipamento poderá ser útil em “tudo aquilo que possa envolver o teatro de operações”, como o meio envolvente, posições, meios de aproximação ou afastamento.

A aeronave C-295 M passou primeiro pelo Campo de Tiro de Alcochete, onde estava instalada a estação terrestre que recebia as imagens, e seguiu até Castelo Branco, um dos distritos que hoje está em maior risco de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Dentro do avião, os militares analisavam as imagens captadas, também disponíveis em infravermelhos, sendo possível ver com precisão tudo o que se passava em terra.

Este tratou-se de um voo de demonstração, mas poderia “passar a uma missão real”, caso fosse necessário, transmitindo informação às entidades envolvidas no combate a incêndios, como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

No entanto, a manhã de sábado revelou-se tranquila no centro do país e não houve nenhuma ocorrência a registar, do ponto de vista da Força aérea.

“Para já, não tivemos nenhuma ocorrência, apenas fizemos um voo de vigilância para ver se detetávamos alguma situação ou alguma queimada, por exemplo, mas não foi o caso”, adiantou.

Segundo o capitão, esta é uma ferramenta “bastante útil” e o objetivo é que passe a ser utilizada futuramente na prevenção e combate aos incêndios.

“Nós estamos aqui para dar o nosso melhor e o contributo para precaver e para antecipar situações que possam escalar para outras dimensões”, garantiu.

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