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Formação, dinâmica de alianças e beneficiar da Inteligência Artificial

António Gameiro Marques, ex-Diretor-Geral do Gabinete Nacional de Segurança e do Centro Nacional de Cibersegurança, deixou três conselhos que, no seu entender, devem ser seguidos pelas empresas para saberem lidar com os desafios que se colocam no ecossistema digital
19 Setembro 2025, 11h40

O primeiro conselho passa pelo investimento na formação em literacia digital e deu o exemplo de vários cursos online que podem ser encontrados na página do Centro Nacional de Cibersegurança. Depois, o keynote speaker deste evento do JE e da Cisco realçou a importância de que as empresas se inspirem no Tech Accord e que promovam alianças entre si, lamento que as alianças para a cibersegurança, promovidas pelo Centro Nacional de Segurança, podiam funcionar melhor. No entanto, deixou uma mensagem de esperança: “as alianças devem ter a dinâmica dos seus próprios membros”. O terceiro e último conselho passa por encarar a Inteligência Artificial como um aliado na deteção de ameaças digitais e no apoio à decisão em casos de crise: “Não olhem para a IA como uma adversidade porque se for bem usada, é ajuda enorme à eficácia e à eficiência com que usamos o nosso tempo. Façam as perguntas certas e garantam a consulta a várias fontes de informação”. A finalizar, António Gameiro Marques deixou uma convicção: “O maior risco não é a IA mas sim a nossa passividade perante essa tecnologia, sobretudo perante os seus efeitos nocivos”. Este responsável deixou o cargo de diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança (e da Autoridade Nacional de Segurança) no final de maio deste ano, ao final de quase nove anos.


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