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Fortinet: 69% das empresas admitem que equipas não estão preparadas para ciberataques

Apesar de 88% dos inquiridos notarem que a IA aumentou a perceção de risco, apenas 40% consideram as equipas preparadas para ameaças potenciadas por IA, sublinhando a necessidade de formação contínua, uma vez que 67% das empresas relatam menos incidentes após a implementação destes programas.
REUTERS/Kacper Pempel
18 Março 2026, 19h40

O Security Awareness and Training Global Research Survey 2025 da Fortinet revela que 69% das organizações admitem que os colaboradores não estão preparados para enfrentar ciberataques, destacando a componente humana como uma vulnerabilidade crítica.

Apesar de 88% dos inquiridos notarem que a IA aumentou a perceção de risco, apenas 40% consideram as equipas preparadas para ameaças potenciadas por IA, sublinhando a necessidade de formação contínua, uma vez que 67% das empresas relatam menos incidentes após a implementação destes programas.

O novo relatório global da Fortinet, divulgado este quarta-feira, expõe uma vulnerabilidade crítica no coração das empresas: o fator humano. Pois apesar do avanço tecnológico, 69% das organizações admitem que os seus colaboradores não possuem o conhecimento necessário para enfrentar as ciberameaças atuais. Este cenário é agravado pela sofisticação dos ataques impulsionados por Inteligência Artificial, onde apenas 40% dos líderes consideram as suas equipas preparadas para identificar ou reportar perigos potenciados por esta tecnologia.

A IA transformou-se numa “faca de dois gumes”, diz a Fortinet, pois, se, por um lado, 88% dos profissionais estão agora mais conscientes da importância da segurança devido ao uso de IA por criminosos, por outro, as empresas ainda lutam para implementar defesas eficazes.

Embora 96% das organizações já tenham políticas para o uso de IA generativa, o desafio reside na execução: cerca de 26% dos gestores confessam que os funcionários, mesmo compreendendo os riscos, nem sempre agem em conformidade, criando um desfasamento perigoso entre a teoria e a prática.

No entanto, o estudo demonstra que o investimento em formação produz resultados palpáveis. As empresas que implementaram programas contínuos de consciencialização registaram uma redução de 67% em incidentes e violações de dados. Atualmente, o foco destes programas mudou, centrando-se na segurança de dados (51%), na privacidade (43%) e na mitigação de ameaças baseadas em ferramentas de IA (41%).

A Fortinet conclui que a cibersegurança não pode ser vista como um exercício pontual de conformidade. Para enfrentar um panorama de ameaças em rápida evolução, a formação deve ser um processo contínuo e orientado para a mudança real de comportamento, transformando cada colaborador numa barreira ativa contra intrusões e garantindo a resiliência digital da organização a longo prazo.


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