Os franceses da Akuo foram os grandes vencedores do primeiro leilão de energia solar em Portugal em 2019, ao serem a empresa que assegurou a construção de mais potência.
Praticamente desconhecidos no país até ao ano passado, a empresa com sede nos Campos Elísios, em Paris, está presente em 15 países e já investiu mais de 2,2 mil milhões de euros na construção de projetos com um total de 1 gigawatt (GW) de potência, esperando ter em produção um total de 3,5 GW até 2022. Neste momento, está a desenvolver três centrais solares no Alentejo com 450 megawatts de potência. Em entrevista ao Jornal Económico, o diretor-geral da Akuo Portugal, João Macedo, faz um ponto de situação dos projetos em território nacional, avançando que a empresa está atenta ao novo leilão de energia solar que vai ter lugar durante o verão.
Como surgiu o interesse da Akuo em Portugal?
Portugal foi uma aposta estratégica por uma razão muito simples: tem das melhores irradiações solares da Europa, e tem muito pouco solar instalado em grande escala. Os fundadores da Akuo em Paris perceberam que não fazia nenhum sentido não haver aqui mais solar, e que havia uma falha de mercado, algo que não funcionava. E tinham razão, pois até ao ano passado estava tudo um bocado bloqueado devido ao enquadramento jurídico: havia muitos promotores a desenvolver projetos e a fazer pedidos de licenças, e para cada ponto de ligação à rede havia demasiados pedidos. Tudo isso mudou com o decreto-lei [nº172/2019] onde introduziram os leilões, o que mudou muito o quadro jurídico, que deu origem a este boom da energia solar.
Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com