Funchal aprova apoios de 300 mil euros para a cultura

O apoio inclui 38 entidades, entre associativismo cultural e atividades culturais de interesse municipal.

A Câmara Municipal do Funchal aprovou apoios no valor de 300 mil euros para o associativismo cultural e a atividades culturais de interesse municipal, para 2021.

O apoio concedido pela autarquia inclui 38 entidades entre as quais: Teatro Feiticeiro do Norte (40 mil euros), a Associação dos Amigos da Arte Inclusiva – Dançando com a Diferença (30 mil euros), a Porta 33 – Associação Quebra Costas (27 mil euros), a Fundação Cecília Zino (24.799 euros), a Associação de Bandolins da Madeira (12 mil euros), o ALESTE – Associação Cultural (12 mil euros), a Associação Nuvem Aquarela (10.500 euros), a Associação Recreio Musical União da Mocidade (10.500 euros) e a Banda Municipal do Funchal (nove mil euros), e serão ainda apoiados cerca de duas dezenas de artistas em nome próprio.

“A Câmara do Funchal tem-se empenhado no sentido de defender o direito à cultura por parte dos funchalenses e o direito à criação artística por parte dos profissionais do setor cultural na Região, pelo que esta é mais uma forma de reiterar o compromisso de apoiar estes profissionais, e de garantir que as produções culturais do concelho continuam a chegar a todos os funchalenses. Ao longo do último ano, a cultura no Funchal nunca parou, e vamos fazer tudo para criar semelhantes condições em 2021 e ajudar este setor a ultrapassar as dificuldades que continuam a fazer-se sentir de forma severa”, disse Miguel Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal.

“Estes apoios são atribuídos mediante candidaturas efetuadas pelos agentes e entidades culturais do concelho para a realização de projetos específicos, de acordo com um regulamento desenvolvido pelo atual Executivo e que está em vigor há vários anos. A Câmara do Funchal tem vindo a gerir a atual situação crítica em várias frentes, pelo que está a ser feita, como se impõe, uma gestão equilibrada e responsável quanto à atribuição de apoios, perante o cenário excecional e delicado que continuamos a viver”, explicou o autarca.

Miguel Gouveia acrescentou que “foram privilegiadas mais uma vez entidades culturais que dependem especificamente destes apoios para poderem subsistir a nível profissional”, sublinhando que “dado o clima de incerteza que ainda é vivido por todos, continua a haver uma série de eventos e iniciativas cuja realização ainda não está garantida, mas que a Autarquia estará disponível para apoiar a posteriori”.

O autarca sublinhou para que além da pandemia, o Orçamento da Câmara do Funchal, para 2021, voltou a ser chumbado pelo PSD e CDS-PP, em Assembleia Municipal, pelo que isso “condicionou uma vez mais a atribuição de apoios ao associativismo”.

Contudo o autarca reforçou que no Funchal “a cultura não vai parar”, e que o município vai continuar “a apoiar os artistas e a sustentabilidade do setor, e a garantir uma cultura acessível a toda a gente, porque a cultura é um bem essencial”.

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