Fundo holandês DIF quer assumir controlo da Via do Infante e da autoestrada entre Porto e Valença

O valor da transação não foi revelado a título oficial, mas diversos órgãos de comunicação social apontam como valor de referência para esta operação o montante de 159 milhões de euros.

O fundo de investimento holandês DIF pretende assumir o controlo acionista das concessionárias das autoestradas A22, também conhecida como Via do Infante, no Algarve, e da A28, no norte do país, entre o Porto e Valença.

O vendedor é o grupo espanhol Ferrovial, que geriu estas duas autoestradas desde o início da sua concessão.

A operação foi anunciada no ‘site’ oficial da AdC – Autoridade da Concorrência.

O valor da transação não foi revelado a título oficial, mas diversos órgãos de comunicação social apontam como valor de referência para esta operação o montante de 159 milhões de euros.

Segundo noticiou a agência EFE, a empresa espanhola manterá, ainda assim, uma participação de 49% na concessão Norte Litoral e de 48% na Via do Infante, bem como a posição de “principal parceiro industrial” em ambas.

Adjudicada à Cintra, ‘holding’ da Ferrovial para as concessões rodoviárias, em 2001, a concessão da autoestrada Norte Litoral termina em 2031, enquanto a concessão da Via do Infante à Cintra se iniciou em 2000, devendo concluir-se em 2030.

As duas concessões de autoestradas foram lançadas no âmbito do programa SCUT – Sem Cobrança ao Utilizador, mas desde o período de vigência da ‘troika’ em Portugal, passaram a cobrar portagens aos automobilistas.

A Via do Infante, com uma extensão de 133 quilómetros, atravessa longitudinalmente o Algarve, entre Bensafrim e Vila Real de Santo António, em direção à fronteira com Espanha.

A A28, ou Autoestrada do Norte Litoral, com uma extensão de 93 quilómetros, vai do Porto até Valença, também em direção à fronteira com Espanha, neste caso, com a Galiza.

O DIF é considerado um dos principais gestores de fundos de infraestruturas europeus, reclamando ter mais de três mil milhões de euros em fundos sob gestão na Europa, América do Norte e Austrália.

Segundo o comunicado da AdC, o DIF é uma “sociedade holandesa gestora de fundos, que investe em projetos ‘greenfield’ [concessões de raiz] e ativos operacionais de infraestruturas situados principalmente na Europa, nas Américas e na Australásia, nomeadamente através dos fundos DIF Infrastructure”.

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