A Galp anunciou hoje que mantém a sua previsão de fechar a venda de uma fatia do seu negócio na Namíbia até ao final deste ano.
“Até ao final do ano, esperamos ter um parceiro connosco”, disse hoje Nuno Holbech Bastos, administrador da petrolífera, com o pelouro do setor do petróleo e gás.
Mas quem seria este parceiro, idealmente? Para a companhia, o perfil está traçado quer um parceiro que permita “acelerar” o desenvolvimento do bloco PEL-83.
“Queremos uma empresa que prioritize os investimentos, que venha acelerar, que entre no bloco com visão técnica bastante similar”, acrescentou o gestor num encontro com jornalistas em Lisboa.
“Estamos à procura de um parceiro que seja uma ‘oil major’ que venha a operar o nosso bloco da Namíbia e que seja um parceiro altamente robusto, com capacidade de execução, altamente reputado, com capacidade de liderar projetos e o mais importante de tudo: sentir o apetite do parceiro para acelerar o desenvolvimento em cima da mesa”, afirmou o gestor.
“Existem conversas com vários potenciais parceiros e estão avançadas, caso contrário, não estariamos à espera de ter uma parceria fechada até ao final do ano”, adiantou.
A Galp é o operador da área com 80%, seguindo-se os parceiros locais NAMCOR e Custos, com 10% cada e procura agora vender 40% a uma empresa que ficará também como operadora do bloco, isto é, a responsável pela extração de petróleo.
A companhia já tinha anunciado que tinha encontrado o equivalente a 10 mil milhões de barris de petróleo (BOE).
As ofertas não-vinculativas foram entregues até ao início de julho e a companhia anunciou na altura que estava a negociar com empresas “credíveis” do setor petrolífero, com vista a procurar um “parceiro experiente”.
Brasil continua a ser “muito tentador”
A companhia disse hoje que “continuar a olhar para várias oportunidades em várias geografias”, mas que o Brasil continua a ser um grande foco.
“É muito mais tentador olhar para oportunidades no Brasil”, afirmou, apontando que foi dado o aval recentemente para arrancar a exploração na margem equatorial, no norte do país.
“Permite desbloquear uma nova bacia no Brasil, que se junta a Campos e Santos”, e a Galp tem “ativos que estão expostos a essa bacia, detemos licenças nessa zona”.
A Galp anunciou recentemente que arrancou com a exploração na área de Bacalhau, onde o seu consórcio conta com um navio-plataforma, o 13º da companhia no Brasil.
“Chegou o momento de iniciar produção”, afirmou, apontando que os 220 mil barris de produção diária da plataforma, quando estiver em capacidade máxima, daria para alimentar a refinaria da Sines.
A companhia produz atualmente 110 mil barris diários e o registo vai subir em 40 mil barris para 150 mil barris diários, quando a plataforma estiver a trabalhar a todo o gás.
O investimento nesta área já atinge os 2 mil milhões de euros, mas deverá ser mais que compensado, com a geração de dinheiro a atingir 400 milhões por ano para a empresa, quando a plataforma estiver a operar a 100%.
“Este é o maior investimento da Galp até hoje, com 2 mil milhões de euros de projeto. É um investimento de ciclo longo. Só a partir daqui é que vamos começar a ter retorno”, acrescentou o gestor.
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