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Galp salta mais de 2% e Lisboa foge às perdas das bolsas europeias

As principais praças europeias viram-se castigadas pelo anúncio de Donald Trump sobre taxas de 25% sobre todas as importações de veículos para os EUA. Por cá, o PSI fugiu ao sentimento geral europeu e encerrou no ‘verde’, alavancado sobretudo pela subida da energética.
27 Março 2025, 17h16

A Galp valorizou acima de 2% na sessão desta quinta-feira e permitiu à bolsa de Lisboa escapar ao sentimento negativo denotado entre os índices de referência dos principais mercados europeus.

As ações da energética registaram um salto de 2,48% até aos 16,14 euros, ao mesmo tempo que as da Mota-Engil subiram 1,63% para os 3,494 euros. Seguiram-se subidas de 1,30% para 2,725 euros na REN e 1,14% para 8,86 euros na Ibersol.

Em sentido oposto, a Jerónimo Martins caiu 1,53% e liderou as quedas, já que os títulos se ficaram pelos 19,32 euros. Seguiram-se derrapagens de 1,08% até aos 0,57 euros no BCP e 0,99% para 6,025 euros na Altri.

Entre os principais índices europeus, porém, houve perdas, ainda que pouco acentuadas. Estas alcançaram os 0,77% na Alemanha, 0,51% em França, 0,23% no Reino Unido e 0,03% em Espanha, ao passo que Itália fugiu às perdas, ao avançar 0,05%. O índice agregado Euro Stoxx 50 contraiu 0,66%.

A sessão foi negativa para as bolsas europeias, marcada pelo clima de guerra tarifária, provocado pelo anúncio de Donald Trump de que vai aplicar taxas aduaneiras de 25% para todos os veículos importados para os EUA a partir de 3 de abril”, salienta-se na análise do Departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“O setor automóvel sentiu a pressão e os receios de impacto económico e sobre a inflação arrastam outros setores mais cíclicos, como o tecnológico e o de recursos naturais. Em sentido inverso, o disparo da Next em reação a contas puxou pelo retalho”, adiantam os analistas.

“O das utilities voltou a funcionar como refúgio, o que pode ser justificado pelo facto do setor apresentar dividendos atrativos, com uma dividend yield próxima dos 5%”, acrescenta-se ainda, relativamente aos mercados internacionais.

Por cá, NOS e REN evidenciaram-se no PSI e, à boleia da Galp, “levaram o índice nacional a divergir das perdas exteriores”, apontam ainda os mesmos analistas.

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