Glovo compra portuguesa Mercadão para reforçar entrega de compras de supermercado

A aposta no Q-commerce acontece numa altura de forte crescimento das compras electrónicas, que a pandemia de Covid-19 “veio acelerar” e fortalecem ainda mais o posicionamento da Glovo. Gigante de entregas espera conseguir atingir, em 2021, um valor bruto de facturação de 300 milhões de euros.

Glovo | DR

Numa tentativa de reforçar a sua atividade de entrega na Península Ibérica, a Glovo adquiriu a empresa portuguesa Mercadão e a espanhola Lola Market na sequência de uma ronda de investimento no início do ano que permitiu angaria 450 milhões de euros, explica a “Bloomberg”.

Com a compra das duas plataformas, “a Glovo passa a posicionar-se em três segmentos: o dos essenciais urgentes, de conveniência de acesso rápido, e o das compras planeadas”, lê-se na nota divulgada, esta terça-feira, que prevê ainda que a gigante de entregas consiga atingir, em 2021, “um valor bruto de facturação de 300 milhões de euros, montante que deverá mais do que triplicar no próximo ano, para mil milhões de euros”.

Segundo a nota, ambas as plataformas irão manter as suas respectivas identidades, vão operar independentemente da Glovo e ficarão também sob a liderança de Gonçalo Soares da Costa, CEO da Mercadão. “O objetivo será replicar o sucesso do Mercadão e do Lola Market em todos os países em que a Glovo opera, inicialmente expandindo na Polónia e Itália”, informa o comunicado.

A Mercadão é um “marketplace” criada em 2018, que assegura a compra e entrega de produtos do Pingo Doce e de outras marcas, como a Decathlon. Já a Lola Market, em Espanha, opera com a mesma missão tendo como parceiros grandes superfícies comerciais como o Lidl, o Carrefour ou o Minipreço.

“Tanto a Lola Market como a Mercadão são plataformas de entrega que conectam supermercados, mercados tradicionais e lojas locais independentes com os clientes. A Lola Market opera em Espanha enquanto a Mercadão é exclusiva para Portugal, no entanto, as duas empresas têm um portefólio de mais de 30 parceiros nos dois países”, informa o mesmo comunicado.

A mesma nota explica que a aposta no Q-commerce (quick commerce, ou comércio rápido) acontece numa altura de forte crescimento das compras electrónicas, que a pandemia de Covid-19 “veio acelerar” e fortalecem ainda mais o posicionamento da Glovo após as mais recentes aquisições dos negócios da Delivery Hero na Europa Oriental e da sua parceria de 100 milhões de euros com a imobiliária suíça Stoneweg.

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