GNR lança operação intensiva de fiscalização a veículos pesados de transporte de mercadorias

Força policial considera que redução dos preços por parte de empresas de transportes é por vezes compensada com irregularidades que aumentam a receita “em detrimento da segurança rodoviária, sendo o cansaço o principal fator de risco que afeta os motoristas profissionais”.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) inicia a partir de segunda-feira e até ao dia 25 de abril uma operação “intensiva” dirigida aos veículos pesados, orientando as ações nas vias de maior tráfego da sua área de intervenção.

Segundo uma nota da GNR, a operação é orientada “para as vias mais críticas à sua responsabilidade e onde se verifique um maior volume de tráfego deste tipo de veículos, de modo a promover a segurança rodoviária e a diminuição do risco de ocorrência de acidentes de viação”.

Para a GNR, estas ações “visam melhorar a sustentabilidade, a concorrência e as condições de trabalho em transporte rodoviário, através do cumprimento dos regulamentos existentes, aumentando a eficácia e a qualidade dos serviços prestados pela Guarda aos utentes das vias”.

Estarão empenhadas na realização de ações coordenadas de fiscalização de veículos pesados as subunidades de trânsito dos comandos territoriais do continente e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT).

Entre 2019 e 2020, a GNR registou 11.159 acidentes envolvendo veículos pesados, dos quais resultaram 14 vítimas mortais e 36 feridos graves, entre condutores e passageiros, indicam dados divulgados por aquela autoridade policial.

Na nota de imprensa, a GNR esclarece ainda que o Euro Contrôle Route (ECR) é um grupo europeu de inspeção de transportes “que tem por objetivo melhorar a segurança rodoviária sustentabilidade, a concorrência leal e as condições de trabalho no transporte rodoviário”. “A concorrência verificada entre operadores de transportes rodoviários origina, por vezes, a redução de preços por parte dos transportadores”, salienta-se.

Esta diminuição da margem de lucro é, “em alguns casos, compensada através da prática de irregularidades para aumentar a receita em detrimento da segurança rodoviária, sendo o cansaço o principal fator de risco que afeta os motoristas profissionais em resultado do incumprimento dos tempos de condução e de repouso”, alerta a GNR.

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