A gigante tecnológica norte-americana Alphabet, empresa-mãe do motor de busca mais popular do mundo, a Google, vai anunciar nos próximos dias o seu “maior plano de investimento na Alemanha até à data”. O projeto será apresentado no dia 11 de novembro, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças, Lars Klingbeil, refere a imprensa germânica.
De acordo com o jornal ‘Handelsblatt’, este novo projeto da empresa norte-americana inclui a construção de “infraestruturas e data centers”, bem como novos programas que a Google está a desenvolver com foco na gestão de energia renovável e calor residual. A empresa vai investir vários milhões de euros na expansão das instalações do grupo em Munique, Frankfurt e Berlim – mas ainda não especificou qual será o seu montante.
Numa altura em que o desemprego na maior economia da União Europeia está a aumentar devido aos despedimentos em massa na indústria automóvel, que historicamente tem sido o motor da economia alemã, estes investimentos têm um peso político significativo, refere a imprensa.
O governo federal de Friedrich Merz, que assumiu o cargo em maio, vê esta iniciativa da Google como um voto de confiança no país, que procura recuperar o seu atrativo enquanto destino de negócios. É mais um segmento que surge como alternativo ao desastre que se verifica no setor automóvel – e não é apenas devido às tarifas importas pelos Estados Unidos.
Num primeiro momento, a indústria alemã, ou uma parte dela – nomeadamente no caso dos componentes – tratou de se reconverter para fornecer a indústria da defesa. Mas não chega: a procura ativa de novos investimentos vindos do exterior passou a ser uma das prioridades do chanceler, que tem ‘vendido’ a qualidade da mão-de-obra germânica e incentivos de diversa ordem para ‘aliciar’ os investidores.
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