Gortázar diz que BPI pode ser muito rentável operando com quota de 12% “porque faz parte do CaixaBank”

“Não creio que o facto de termos uma quota de mercado de 25% em Espanha e uma quota de mercado de 12% em Portugal signifique que tenhamos de passar para os mesmos níveis em Portugal. Esperamos, com o tempo, continuar a ganhar quota de mercado de forma orgânica em Portugal”, disse o CEO do banco espanhol dono do BPI, na entrevista à “Euromoney”.

O CEO do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, assinalou, em declarações à revista “Euromoney”, que “o BPI tem grandes benefícios de escala por pertencer ao Grupo CaixaBank”. A entrevista decorre do facto de o CaixaBank ter recebido o prémio de “Melhor Transformação Bancária do Mundo em 2021” nos Euromoney Global Awards for Excellence 2021.

“Não creio que o facto de termos uma quota de mercado de 25% em Espanha e uma quota de mercado de 12% em Portugal signifique que tenhamos de passar para os mesmos níveis em Portugal. Esperamos, com o tempo, continuar a ganhar quota de mercado de forma orgânica em Portugal. Mas o banco pode ser bastante rentável operando a uma escala inferior, porque faz parte do CaixaBank”, salienta Gonzalo Gortázar à “Euromoney”.

Quatro anos depois do CaixaBank assumir o controlo do BPI, “o rácio de cost-to-income do BPI progrediu de cerca de 70% para perto de 55% e continua a ser um dos mais importantes em Portugal, através do BPI”,  salienta o banco espanhol.

Após concretizar com sucesso a fusão com o Bankia, o CaixaBank tornou-se o líder destacado no mercado espanhol e “lançou as bases para uma rentabilidade sustentável no futuro graças ao seu modelo de negócio, a aposta na inovação e no serviço ao cliente, mantendo ao mesmo tempo o compromisso social da entidade”, explica a instituição para justificar o facto de a publicação britânica “Euromoney” ter reconhecido a capacidade de adaptação do CaixaBank a um mercado em constante evolução, num ano em que completou a sua fusão com o Bankia, uma das principais operações de consolidação a nível internacional que lhe permite posicionar-se com uma força competitiva para enfrentar os desafios que o setor enfrenta.

Para José Ignacio Goirigolzarri, chairman do CaixaBank, “este reconhecimento valoriza uma fusão que estabelece um marco na história do sistema financeiro espanhol. Uma fusão que nos permite enfrentar o futuro a partir de uma posição privilegiada para apoiar a recuperação económica e superar os desafios tecnológicos, estruturais, regulatórios e concorrenciais do setor financeiro; sem esquecer o nosso compromisso histórico com a sociedade e a remuneração dos nossos acionistas”.

Por seu lado, Gonzalo Gortázar, CEO do CaixaBank, defendeu que a integração do CaixaBank e do Bankia “coloca-nos numa posição de clara liderança, consolida a nossa fortaleza financeira e melhora a eficiência e rentabilidade do grupo, uma vez que nos permite gerar oportunidades de novas receitas e obter poupanças substanciais de custos. Isto só é possível graças ao talento e profissionalismo das equipas que partilham uma firme vocação de oferecer o melhor serviço ao cliente”.

O CaixaBank consolidou a sua posição como grupo financeiro líder em Espanha – com quotas de mercado de 25% em depósitos e empréstimos, 29% em poupanças a longo prazo e 24% em financiamentos empresariais.

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