Governo abre 435 vagas para médicos de família

“Do total de vagas a preencher, o maior número dos últimos anos, 216 situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, 86 no Norte, 64 no Centro, 34 no Alentejo e 35 no Algarve”, lê-se na nota enviada pelo Ministério da Saúde.

Cristina Bernardo

O Governo vai abrir um processo de recrutamento de 435 postos de trabalho na especialidade de Medicina Geral e Familiar (MGF), de acordo com o comunicado do Ministério de Saúde enviado à redação esta quarta-feira. O gabinete da ministra Marta Temido garante tratar-se da maior número de vagas abertas “dos últimos anos”.

“Do total de vagas a preencher, o maior número dos últimos anos, 216 situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, 86 no Norte, 64 no Centro, 34 no Alentejo e 35 no Algarve”, lê-se na nota enviada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o despacho do Governo que autoriza o Ministério da Saúde a recrutar 435 médicos de família para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), publicado em Diário da República na terça-feira, o gabinete de Marta Temido pretende recrutar já os 394 recém-formados médicos que concluíram com sucesso o internato médico na especialidade MGF, formados na primeira época de 2020.

“Nunca como hoje foi tão necessário que o SNS estivesse à altura dos desafios assistenciais como nesta época em que vivemos sob a ameaça da COVID-19”, adianta o mesmo despacho. Por isso, o Ministério de Saúde, “em linha de conta com as demais medidas levadas a cabo pelo Governo para dotar os serviços que integram o SNS dos recursos necessários”, tem agora autorização para “desenvolver todos os esforços por forma a reforçar os cuidados de saúde primários, enquanto primeira linha de acesso do cidadão aos cuidados de saúde”.

Incentivos para 185 vagas carenciadas
Além da abertura das 435 vagas para a especialidade de MGF, o Governo também publicou um outro despacho, em Diário da República, que segundo o Ministério da Saúde identifica as zonas do Algarve, Alentejo, nordeste transmontano e a Beira Alta e a Beira Interior como as mais carenciadas por trabalho médico.

Assim, o Ministério da Saúde anuncia a criação de incentivos para preencher 185 vagas em unidades hospitalares nas referidas zonas carenciadas.

“Reconhecendo ainda a assimetria geográfica na distribuição do pessoal médico, o Governo atribui um conjunto de incentivos aos profissionais que se candidatem a estes postos de trabalho, quer pela via da mobilidade, quer através da celebração de novos contratos: acréscimo da remuneração base de 40%, um reforço de dois dias de férias, a possibilidade de participação em atividades de investigação clínica e maior facilidade de mobilidade também para os cônjuges”, lê-se na nota enviada pelo gabinete de Marta Temido.

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