Governo alemão aprova ajuda de 200 milhões para os afetados pelas inundações

O Conselho de Ministros alemão aprovou esta quarta-feira um montante de 200 milhões de euros de ajuda imediata aos atingidos pelas inundações no oeste da Alemanha, em que morreram pelo menos 170 pessoas.

EPA/FRIEDEMANN VOGEL

Esse valor deverá duplicar com a ajuda dos Estados federais afetados, passando para 400 milhões.

“A ajuda imediata é para as pessoas que perderam tudo. É importante que seja rápido e sem burocracia”, disse o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, em declarações à imprensa.

Os Estados federais e autoridades locais vão assumir a logística para fazer o pagamento do auxílio às pessoas atingidas.

Scholz disse que, se os 400 milhões não forem suficientes, a ajuda poderá ainda ser aumentada.

Além disso, um programa de reconstrução de infraestruturas nas regiões afetadas deve ser aprovado.

Sobre este programa, Scholz declarou que um debate será iniciado quando houver maior clareza sobre os danos totais, que se estimam em mil milhões de euros.

As inundações ocorreram na semana passada devido a chuvas fortes e constantes que afetaram principalmente os Estados federais de Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado.

As inundações, o maior desastre natural das últimas décadas na Alemanha, causaram a morte de pelo menos 170 pessoas, segundo o levantamento mais recente das autoridades divulgado hoje.

O número de mortos pode subir, já que há muitos desaparecidos, segundo a vice-presidente da Agência Federal de Socorro Técnico (THW) da Alemanha, Sabine Lackner.

“Continuamos a procurar pessoas desaparecidas enquanto limpamos as ruas ou retiramos a água dos porões. Mas, infelizmente, neste momento, é mais provável que só possamos encontrar cadáveres”, disse Lackner ao grupo de comunicação social alemão RND.

Lackner criticou ainda o debate sobre o aprimoramento dos sistemas de alarme e sobre as possíveis responsabilidades diante da tragédia, considerando que é muito cedo para isso.

“É claro que temos que analisar tudo. Mas esse debate parece-me lamentável apenas quatro dias depois da tragédia. Há pessoas que estão a enfrentar as ruínas da sua existência. Para o debate é preciso tranquilidade e também os especialistas, que agora se dedicam aos trabalhos de resgate”, disse Sabine Lackner.

Além da Alemanha, também na Bélgica morreram pessoas, 31 segundo os dados oficiais, devido às fortes chuvas na semana passada.

Outros países da Europa Central também foram atingidos pelas fortes chuvas, nomeadamente a França, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Suíça, a Itália e a Áustria.

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