Governo diz que as touradas regressam quando “estiverem aprovadas regras” pela DGS

A informação que tenho é que as regras estão definidas, foi feito o trabalho com a DGS e, portanto, assim que as regras estiverem aprovadas pela DGS as touradas podem reiniciar as suas atividades”, esclareceu a ministra da Cultura Graça Fonseca.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse hoje que os espetáculos tauromáquicos vão poder ser retomados “assim que as regras” para esse reinício “estiverem aprovadas pela Direção-Geral da Saúde”, devido à pandemia da Covid-19.

Numa visita a Évora, que começou pela deslocação ao Teatro Garcia de Resende, que se encontra em obras de reabilitação e requalificação, a ministra tinha à sua espera uma manifestação de cerca de 30 elementos dos grupos de forçados de Évora e de São Manços, no mesmo concelho.

Os manifestantes, que se concentraram para reclamar a retoma da atividade tauromáquica, ainda tentaram falar com Graça Fonseca e entregar-lhe um barrete de forcado, mas a governante não aceitou a oferta, nem conversou com os integrantes do protesto.

Já dentro do teatro, questionada pelos jornalistas, a ministra da Cultura, explicou que, no que respeita a esta área, “o que foi acertado” em Conselho de Ministros “foi que deveriam ser definidas as regras entre as associações do setor e a Direção Geral da Saúde (DGS), com o apoio da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC)”.

“A informação que tenho é que as regras estão definidas, foi feito o trabalho com a DGS e, portanto, assim que as regras estiverem aprovadas pela DGS as touradas podem reiniciar as suas atividades”, esclareceu.

Antes da chegada da ministra, o cabo do Grupo de Forcados de Évora, João Oliveira, justificou que o protesto pretendeu “dar voz à tauromaquia”.

“A tauromaquia faz parte da cultura” e “da tutela do Ministério da Cultura”, pelo que ”só pedimos igualdade de critério e respeito”, argumentou.

A retoma da atividade “já era para ter sido feita há algum tempo”, mas esse início, “que estava previsto para início” deste mês, “foi negado”.

Agora, “está apalavrado que o mais rápido possível” vão existir “as medidas necessárias para a retoma da atividade”, mas, como tal “já nos foi negado uma vez, estamos aqui hoje para termos a certeza de que” o reinício é feito “tal e qual como foi feito para as outras atividades culturais”, assinalou.

No seguimento “dos protestos feitos no Campo Pequeno”, em Lisboa, “na semana passada”, os dois grupos de forçados, quiseram vincar a sua posição em Évora, disse João Oliveira: “Estamos aqui para dar a nossa cara, para dar a cara da cultura em Portugal e a cara da tauromaquia”.

A ministra da Cultura dedica, este fim de semana, ao Alentejo, numa visita que arrancou em Montemor-o-Novo, com visitas ao Convento da Saudação, que está em obras, e à associação Oficinas do Convento, rumando depois a Évora, onde foi recebida, no Teatro Garcia de Resende, além dos forcados, por uma manifestação de dezenas de profissionais do setor das artes.

Visitas a uma livraria, ao Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo e ao Laboratório HERCULES da Universidade de Évora e a inauguração de uma exposição do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida também estão incluídas no programa de hoje, que prossegue no domingo, no distrito de Portalegre.

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