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Governo não quer “eternizar” negociações e admite avançar com proposta sem acordo da Concertação

A governante expllicou que “mesmo nas matérias nas reuniões técnicas já houve algumas áreas de conciliação, nomeadamente, em matéria de parentalidade, mas também em inteligência artificial. É um consenso a nível técnico apenas”.
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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho (D), intervém durante a sua audição na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de julho de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
23 Fevereiro 2026, 12h57

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, admitiu, esta segunda-feira, que já existem pontos de consenso ao nível técnico com os sindicatos. No entanto, assegurou que se não houver acordo a proposta “naturalmente seguirá”.

“A proposta ou contra-proposta da UGT está a ser analisada. Começou a ser analisada mais tarde porque só foi apresentada no dia 4 de fevereiro, mas está a ser analisada como as propostas de todas as confederações.”, disse a ministra depois de reunião com UGT.

Para a governante “é prematuro antecipar matérias” e disse que “nunca o costumo fazer quando estão em causa acordos da Concertação Social e portanto vamos fazê-lo a seu tempo”.

“Devo, contudo, dizer que mesmo nas matérias nas reuniões técnicas já houve algumas áreas de conciliação, nomeadamente, em matéria de parentalidade, mas também em inteligência artificial. É um consenso a nível técnico apenas”, explicou.

As reuniões entre Governo e sindicatos já dura desde o ano passado e por isso mesmo, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou que “o governo entede que não deve eternizar [as negociações], tudo tem o seu tempo”.

A governante recordou que o Governo “fez um investimento enorme na Concertação Social como se comprova só por este tempo que decorreu”. “E é este investimento que o Governo continua a fazer. Se por ventura não houver acordo naturalmente a proposta seguirá e é esse o papel do Governo. Este é um Governo reformista”, sublinhou.


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